sexta-feira, outubro 13, 2017

ITAÚNA: BRIGAS DE GALO


Itaúna tinha " galistas" afamados. Nada a ver com o time de futebol. Naqueles tempos, o Flamengo, Vasco, Botafogo e Fluminense tinham mais torcedores no interior. Reflexo da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, de muita potência, "cast" de artistas renomados e narradores de futebol que marcaram época. Isso é outra história. Torcida do Galo não existia. Só em Belo Horizonte e cidades próximas, nas quais tinham times que disputavam o campeonato mineiro.
Galista era o criador de galos de briga, preparados para rinha, tal e qual se prepara um lutador de boxe. As aves ficavam em cativeiro, em gaiolas de madeira, colocado lado a lado no criadouro. Serviam-se das galinhas com parcimônia, somente para reproduzir. Nada de galinheiro e tampouco quintal para ciscar. Vida de galo de briga era confinamento e treino duro.
Diariamente, o treinador, muitas vezes os próprios donos, tiravam os bichos da gaiola para a ginástica e tratamento. Eram depenados nas pernas, inclusive coxas, até o tronco. Depenados também no pescoço e região do papo e no peito e bucho. Restavam penas nas somente as asas e a parte superior do corpo. Passavam óleo nos animais, faziam massagens nas coxas e eram esfregados com diversas misturas líquidas, visando enrijecer as partes depenadas e o couro.
Diariamente havia uma sessão de ginástica. O galo era jogado para cima, a certa altura. Era para dar força nos músculos das pernas e das asas. Asas e coxas fortes eram requisitos básicos para um matador. As brigas em rinha eram longas e só terminavam com a morte de um dos contendores ou o seu "afinamento". Afinar era o ato de " correr do pau" - fugir da briga, tal qual uma galinha.
As brigas eram feitas na rinha, num círculo acolchoado e estofado, de nome tambor. Brigas com árbitro, tempo marcado para os " rounds" com relógio "timer", à guisa de gongo das lutas de boxe. Os proprietários ou os tratadores, nos intervalos de descanso dos bichos, entravam no tambor e recolhiam os galos para estancar sangrias, passar iodo e vaselina, água para refresco. Aliás, refresco era o nome dado aos intervalos.
Apostava-se muito. De saída, tinha a aposta entre os donos. O público, acomodado em arquibancadas de madeira, tipo circo também apostava. No desenrolar da refrega, as apostas iam acontecendo. Uma cantilena mais ou menos assim: "aposto um conto de reis no barrado" .Se alguém topasse, gritava: " topo e boto mais um conto!"
A troca de apostas continuava até o fim. Não tinha dinheiro "casado". Tudo feito de boca. Terminada a briga, os pagamentos eram efetuados. Nunca ouvi dizer que alguém desse " o cano". Os galistas e aficcionados eram honestos.

Brigas de galo (parte 02)

Meu irmão Antônio de Pádua era apaixonado por galos de briga. Desde adolescente acostumou-se a frequentar a casa do Zé do Gode, um Gonçalves Machado que morava pelas bandas da Lagoinha e tinha dois filhos:  Nilce que não era do ramo e Suer era fanático. Não trabalhava e dedicava a vida a cuidar dos bichos e prepara-los para a rinha. Meu irmão ajudava e dele às vezes ganhava um frango para ser tratado para a rinha.
Outro criador afamado era o Adelino Pereira Quadros. Dono de uma quitanda, apelidada de Mercadinho Quadros, era vizinho do Bazar Itaúna, perto da agência dos Correios. Criava galos e também frequentava rinhas. Morava pelos lados da Estação da Estrada de Ferro. Muitas filhas, todas bonitas. Uma delas foi minha colega no ginásio. O Bismarck barbeiro, também era galista. De menor porte do que os citados acima. Gostava de galos e serenatas.
Montaram certa vez uma rinha na Praça Augusto Gonçalves, numa casa velha, ao lado da Tipografia do Carmelo. Fui lá umas duas vezes. Numa delas, brigou um galo de meu irmão. Morreu no primeiro "round", vitimado por uma esporada mortal. O galo vencedor estava calçado com "arma três" e deu-lhe um golpe fatal. A decepção não serviu para fazer meu irmão perder o gosto pelas rinhas. Depois de formado em Agronomia, foi para o Mato Grosso, ganhou dinheiro e se ligou aos galistas de lá. Certa feita, veio em Itaúna de férias, comprou galos do Inhuca e levou o Suer, filho do Zé do Gode para tratar de seus galos. Não sei quanto tempo durou a aventura.  Era galista e passarinheiro. Acho que é até hoje, malgrado estar velho e cada vez mais mal-humorado. Gostava também de apostas. Em galos, canários chapinha e corrida de cavalo. Perdeu muita grana.

NOTAS
A casa velha, a qual me referi, situava-se onde hoje tem o prédio da Prefeitura. No tocante a " arma três" significa que o galo estava portando esporas artificiais, colocadas no animal, cobrindo a verdadeira, bem amarrada na canela do bicho. Podiam ser esporas de galos já mortos e tratadas para a função, de chifre de boi, de osso e até de aço. Armas mortais. O número três refere-se ao seu tamanho.



ILEGALIDADE DAS BRIGAS DE GALO

DÉCADA 30
Briga de galo no Brasil, assunto bastante complexo e polêmico no âmbito Jurídico. No Brasil, as brigas de galo estão proibidas desde 1934, com a edição do Decreto Federal 24.645 que proíbe "realizar ou promover lutas entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes, touradas e simulacro de touradas, ainda mesmo em lugar privado."

DÉCADA 60
Na década de 60 o presidente Jânio Quadros anunciava no Decreto nº 50.620 de 18 de maio de 1961:
Proíbe o funcionamento das rinhas de “brigas de galos” e dá outras providências. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando das atribuições que lhe confere o art. 87, nº I, da Constituição, CONSIDERANDO que todos os animais existentes no País são tutelados do Estado; CONSIDERANDO que a lei proíbe e pune os maus tratos infringidos a quaisquer animais, em lugar público ou privado; CONSIDERANDO que as lutas entre animais, estimuladas pelo homem, constituem maus tratos; CONSIDERANDO que os centros onde se realizam as competições denominadas “brigas de galos” converteram-se em locais públicos de apostas e jogos proibidos.
Art. 1º - Fica proibido em todo o território nacional, realizar ou promover “brigas de galo” ou quaisquer outras lutas entre animais da mesma espécie ou de espécies diferentes.
Art. 2º - Fica proibido, realizar ou promover espetáculos cuja atração constitua a luta de animais de qualquer espécie.
Art. 3º - As autoridades promoverão o imediato fechamento das “rinhas de galos” e de outros quaisquer locais onde se realizam espetáculos desta natureza, e cumprirão as disposições referentes à punição dos infratores, e demais medidas legais aplicáveis.
Art. 4º - O presente Decreto entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.
Brasília, D.F., 18 de maio de 1961; 140º da Independência e 73º da República.
JÂNIO QUADROS

DÉCADA 90

Na década de 90 é sancionado na Lei de nº 9.605 de 12 de fevereiro de 1998, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras providências.
CAPÍTULO V:
DOS CRIMES CONTRA O MEIO AMBIENTE:
Dos Crimes contra a Fauna
Art. 32. Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: Pena - detenção, de três meses a um ano, e multa.
§ 1º Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos.
§ 2º A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorre morte do animal.
Obs.: O galo é considerado um animal doméstico.

DÉCADA 2000

No ano de 2004 o deputado do PFL da Bahia, Fernando de Fabinho propôs o Projeto de Lei para legalização de rinhas no Brasil:
Quem “cria galos ou canários para competição, na realidade, não causa ao animal nenhum maltrato. Pelo contrário, cria-o com todos os cuidados que um atleta merece”.
O assunto voltou à discussão depois da prisão do publicitário Duda Mendonça em um clube que organiza rinhas no Rio de Janeiro. Na ocasião, ele afirmou que não estava fazendo nada de errado.
O deputado propõe a modificação da Lei nº 9.605/98, que trata do assunto. De acordo com ele, “a lei deve andar em consonância com os hábitos do povo e não contra eles, pretendendo modificar uma realidade existente e enraizada na sociedade”. Para Fernando de Fabinho, “leis assim acabam por não serem cumpridas, sendo mais uma das leis que ‘não pegam’.

JUSTIFICAÇÃO
A proposição que ora apresento tem como objetivo descriminalizar uma conduta que faz parte da manifestação cultural de várias regiões. A lei 9.205/98, que dispõe sobre as sanções penais e administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, veda a prática de realização de competições entre animais. Ocorre que é tradicional, em várias partes do país, a realização de alguns tipos de competição entre animais, dentre eles a "briga de galos" e a "a briga de canários".
A lei deve andar em consonância com os hábitos do povo e não contra eles, pretendendo modificar uma realidade existente e enraizada na sociedade. Leis assim acabam por não serem cumpridas, sendo mais uma das leis que "não pegam".
Além do mais, aquele que cria galos ou canários para competição, na realidade, não causa ao animal nenhum maltrato. Pelo contrário, cria-o com todos os cuidados que um atleta merece.
Face ao exposto, conto com o apoio dos ilustres pares para a conversão deste projeto em lei. Sala das Sessões, em 27 de outubro de 2004.
Deputado FERNANDO DE FABINHO




REFERÊNCIAS:
PROJETO DE LEI Nº 4.340, DE 2004. Disponível em:  https://www.conjur.com.br/2004-out-29/projeto_preve_legalizacao_briga_galos_brasil
DECRETO N. 24.645 – DE 10 DE JULHO DE 1934. Disponível em:  http://legis.senado.gov.br/legislacao/ListaPublicacoes.action?id=39567

Pesquisa: Charles Aquino
Texto: Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 13/10/2017.
Acervo: Shorpy



quinta-feira, outubro 12, 2017

ITAÚNA: MATINÊ NO CINE REX


Domingo às 10 horas. Dia de matinê no cine Rex. A missa das crianças e jovens era às 8:00. Depois do dever religioso devidamente cumprido, direto para o vetusto cinema à espera da matinê. Ingresso comprado e quando podíamos, os bolsos recheados de bala Chita, que aliás existe até hoje.
A molecada lotava o "poleiro". Um prosaico balcão de madeira, alcançável por um lance de uma escada rangedeira. Cadeiras de madeira e assoalho, idem . O melhor lugar da sala de espetáculos.
Dia de assistir Rocky Lane, Hoppalong Cassidy, Roy Rogers e Dale Evans, Búfalo Bill e outros menos cotados. Com direito a seriado do dr. Magoo e do Tarzan o homem macaco. Pendurado nos cipós, a berrar selva afora com a macaca Chita (que deu nome à bala) em busca de aventuras.
Sessão de cinema com direito a jornais. Sem cinejornal não tinha graça. Graça que por sinal estava na hora em que terminava. Hora de um gaiato gritar: " acabou o jornal!!!!!" E outro gaiato responder de pronto: " limpa com o dedo."
Tínhamos direito a trailers. De preferência, filmes da Condor. Pelos simples fatos de espantarmos a ave que mais se parecia um urubu, pousada em seu sossego. A sala inteira vinha abaixo: " shiii, shiii, shiiii, shiiii, até o bicho bater as asas e alçar voo. Era a glória.
Nos filmes, os melhores momentos eram aqueles de perseguição do bandido pelo mocinho. Batíamos os pés no assoalho e o velho "puleiro" quase vinha abaixo. Finda a perseguição, hora da luta. O mocinho tira as luvas (pretas de preferência) e esmurra o bandido. Luta limpa, sem pontapés e golpes baixos. Finda a refrega, bandido devidamente amarrado e jogado na cela, toca pra cidade entregar a encomenda para o Xerife. Serviço rápido e sem sangue. Com muita onomatopeia, simulação sonora de socos. Estrelas ao redor da cabeça de quem levava os sopapos. Uma beleza.
Domingo era um dia muito especial. Roupa de " ver Deus", matinê cine Rex e depois, picolé de groselha do Bar Azul.
Em casa já nos esperava o ajantarado. Frango assado ou lombo de porco, macarronada e arroz de forno. Nada de verduras e saladas. Dia de comida especial, com direito ainda a guaraná champagne Antártica e soda limonada Gato Preto. Bons tempos, nos quais nos contentávamos com pouco.



*Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 16/09/2017.


ITAÚNA: SANTIAGO E OS CANÁRIOS CHAPINHA


Itaúna era terra de Passarinheiros. Pássaros de rinha, tais como curiós, bicudos trinca-ferros, azulões e canários chapinha. Afrânio Santiago era entusiasta dos canários chapinha. Os canarinhos de Itaúna e redondezas eram muito bons de briga. Espécimes que viviam "escoteiros", donos de seus espaços e prontos a defendê-lo de qualquer invasor. Nas roças da cidade não apareciam canários de bando. Esses não se prestam para " arrelia". O bom canário vive só com sua fêmea. São fiéis no acasalamento e defendem com unha e bico o território onde vivem.
Presa fácil para os aficionados por brigas de rinha. Bastava levar um bom canário para o mato e deixa-lo na gaiola com alçapões armados. Assim que cantava, aparecia logo o dono do lugar. Engalfinhava com o forasteiro e logo caiam na armadilha. Da refrega, um dos dois saía lesado. Canário " afinado" na "chama" era difícil de ser recuperado. Precisava de boa fêmea e muito tempo para ser " esquentado". Alguns não se recuperavam nunca mais. Deixavam até de cantar.
Afrânio era solteirão e adorava “os chapinha”. Para quem não o conhecia, podia até ser tomado como maluco. Passava pelos conhecidos e resmungava: " botou!!!" Era sinal para os iniciados saberem que o casal de canários do viveiro tinha uma fêmea que botara ovos.
Dias depois, vinha novamente o Afrânio e dizia: " um ovo gorou, mas tirou dois filhotes. A fêmea está tratando direito. Vão vingar!!!.
Mais uma semana e lá vinha ele: " estão emplumando e não demoram a sair do ninho. Estou tratando com larvas de cupim. Estão sadios!!!!
Com um mês e novamente Afrânio Santiago: estão gurrichando. Tive sorte. Dois machos!!!
E assim ia levando a vida. Com sua linguagem peculiar de passarinheiro. Uma boa alma. Negociei muitos canários com ele. Inclusive um, corrido de briga que tinha bascuiado. Era bom cantador e cantava carretilha. Uma beleza.


Notas 

     Para quem não é daqueles tempos, um pequeno glossário: gurrichar: começar a ensaiar o canto. Típico de filhotes e fêmeas; bascuiar: diz-se do pássaro que não aguentou o canto do outro e perdeu o pique no duelo. O mesmo do que canário afinado.
A foto é meramente ilustrativa e os pássaros retratados são canários belga, roller, frisados parisienses e alguns psitacídeos, aves da família dos papagaios, araras e maritacas. Os da foto, inclusive o que está sendo acarinhado são exóticos, a maioria vindos da Austrália. Os canários retratados são de origem Europeia e aclimatados no Brasil há séculos. O chapinha, conhecido também como canário da terra ou canário cabeça de fogo são aves nativas no Brasil. Estiveram perto da extinção. Com a proibição das rinhas de briga e a vigilância do IBAMA, estão em franca recuperação. Para cria-los em cativeiro, faz-necessário a licença dos órgãos ambientais.


*Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 26/09/2017.
Acervo: Shorpy

terça-feira, setembro 19, 2017

INDEPENDÊNCIA vs PROCLAMAÇÃO: NASCE DOENTE


Na história do Brasil que me ensinaram, nunca foi mencionada a dor de barriga do Imperador Pedro I e seu descarrego nas margens do riacho Ypiranga. Nos dias de hoje, não temos mais segredos. Até em novela fez menção ao desarranjo intestinal do filho de D. João VI. Tal fato não desmerece o jovem Imperador. Era impulsivo, amante como poucos e excelente músico. Fez o Brasil independente. Teve uma multidão de filhos e ainda teve tempo de ser o rei Pedro IV de Portugal. Morreu com trinta e seis anos.
A Independência se deu em Sete de Setembro de 1822. Em 15 de novembro de 1889, o marechal Floriano Peixoto, monarquista e opositor dos republicanos, foi tirado da cama pelo Tente. Coronel Benjamim Constant, este sim, republicano. O marechal estava acamado e era amigo do velho Pedro II. Convencido pelos subordinados que armaram uma "fofoca" a respeito de uma mulher e um desafeto, o veterano da Guerra do Paraguai proclamou a República. Feito isso voltou para cama.
Dá para notar que o Brasil já nasce doente. Na Independência e na República. Ser republicano não é nenhum mal e tampouco ser monarquista é pecado. Aliás, uma das palavras mais usadas e mal utilizadas no Brasil de hoje e republicano. Os políticos a usam a torto e a direito, por qualquer motivo.
Entretanto, ser republicano ao ponto de trocar a data da Independência pela a data da Proclamação da República é demais!!!
“Um prefeito municipal da cidade de Itaúna cometeu esta gafe”. Não se sabe se foi de propósito, por não gostar da monarquia ou se foi um engano. No meu sentir, foi por picuinha com D. Pedro. Afinal, no decreto municipal que foi publicado, nota-se a palavra “RECAIRÁ” em alusão ao Sete de Setembro. Depreende-se que em anos anteriores a inversão já existia. Simples assim.
Trocar o jovem e impetuoso Imperador pelo velho marechal, somente em Sant'Ana do São João Acima. Por precaução, aqui vai um aviso ao jovem intendente da urbe. D. Pedro II, apesar da barba branca e a aparência de velho, é filho de D. Pedro I, não o contrário como muitos pensam!!!!

Notas:
O jornalista baiano, ex- político Sebastião Nery em sua vasta obra, escreveu um livro que fez um enorme sucesso. Se não me trai a memória, tem o título de Histórias do Folclore Político Brasileiro, volumes I e II. Na publicação ele enumera inúmeras gafes de alcaides do interior e de capitais. Prefeitos dispostos a revogar a Lei de Gravidade de Isaac Newton e a Lei da oferta e Procura. Só não conseguiram levar a cabo a tarefa, ao serem advertidos pela oposição. Disseram aos prefeitos que as ditas leis eram federais e se sobrepunham ao poder municipal.


*Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 10/09/2017.

Obs..: O episódio de se fazer a "proclamação do 7 de setembro" foi no ano de 2017.


ITAUNENSE "QUEBRA COCO"


Evandro Coutinho, filho do dr. Lima Coutinho tinha apelido de "Pança”. Aliás na casa, praticamente todos tinham apelido e todos eram bons de bola. Exceto as moças. Creio que eram duas.
Dos dois mais velhos, pouco me lembro. Um deles era médico, casado com uma americana do Norte. Consequência da especialização feita na terra de Tio Sam. O outro era advogado. Foi secretário de Estado de Segurança Pública. Chamava-se Rômulo. Depois vinha o Marco Elísio. Trabalhava na Prefeitura. Bom de bola, tinha o apelido de Ming. Logo em seguida, o Juarez, bancário e goleiro conceituado. Apelido: Xeca. Abaixo do Juarez era o Jairo. Bom de bola. Atacante perigoso. Não tinha apelido. O caçula era o Elder. Mais ou menos de minha idade. Sofrível no futebol. Apelido: Tibinha.
Evandro foi estudar Agronomia em Viçosa. Foi lá que " engenhou" a sua invenção. Uma máquina de quebrar coco babaçu, movida a tração animal. Cheguei a ver um protótipo, fundido em ferro gusa. Funcionava, mas não logrou êxito comercial. Afinal, babaçu só no Nordeste de Brasil. Era mais barato pagar as mulheres quebradeiras de coco do que comprar a máquina do Pança. Restou-lhe o apelido que ganhou na Escola de Viçosa: "Quebra Coco".
Quanto ao futebol, os Coutinho tinham um campinho na enorme casa da rua Arthur Bernardes. Estive lá muitas vezes.


*Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 07/09/2017.
Acervo: Shorpy


segunda-feira, setembro 04, 2017

ITAÚNA: GUARACY E O SETE SETEMBRO


Entrei no curso ginasial em 1955, na Escola Normal Oficial de Itaúna. A diretoria do tradicional educandário já estava nas mãos do dr. Guaracy de Castro Nogueira, sucedendo a Dª Nair Coutinho. Sem desdouro para a sucedida, o dr. Guaracy imprimiu ritmos novos à escola. Era um desbravador, apaixonado pelo trabalho e por Itaúna.
Construiu uma quadra polivalente para prática do basquete, vôlei e futebol de salão. Num dos lados, uma prosaica arquibancada de cimento. Deu nova vida a escola, a pratica de novos esportes e as aulas de educação física. Construiu cantina, entregue ao porteiro "Tonico" que morava com uma família num barraco no terreno do prédio.  Construiu até mictório, cuja história já contamos neste espaço. No porão do edifício, construiu um vestiário e posteriormente, uma oficina bem montada para a prática de trabalhos manuais. O homem era desabusado e gostava de progresso.
Patriota como poucos, era entusiasmado pelo Sete de Setembro. Sob o comando do Tenente Maimone, na época, professor de Educação Física, aprendíamos a marchar em passo certo. Jovens adolescentes, moças e rapazes debaixo das ordens do militar durão.
Treinávamos com os portões e no Dia da Independência aparecíamos para o público reunido na praça.
Para o gosto do diligente diretor ainda faltava algo: a fanfarra. Ainda no meu tempo de ginásio ele conseguiu concretizar o sonho. Um aluno vindo de fora, de nome Atilio D'Aurio, se não me falha a memória, sabia tocar o tarol. Em pouco tempo, outros com aptidão para os tambores foram aparecendo. O Rubens Machado (que Deus o tenha) filho do Major Rui, Roberto Moravia, Roberto "Abana Fogo", Zé Dias e outros mais, foram se incorporando. Providenciadas as caixas "claras", surdos e outros componentes da percussão eis que surge uma bela fanfarra. Toca a ensaiar para o grande dia. Para as moças, as quais não era permitido tocar na banda, treinar exercícios de ginástica rítmica e manuseio de bastões. Daí saíram as futuras balizas.
Foi um acontecimento na cidade o Sete de Setembro daquele ano. Todos os alunos, moças e rapazes, impecavelmente uniformizados. Sapatos pretos engraxados, meias branca e uniforme engomado, a marchar em passo correto na praça principal. Juntamente com o Tiro de Guerra 80, o Ginásio Sant'Ana, a Escola de Contabilidade do "Seu Carmelo ". Dava gosto ver o orgulho dos estudantes e das famílias a "lamber as crias".
Das balizas, lembro-me da Marise, filha da d. Artumira, da Cleusinha (irmã do Tarefa), da Maria José Bustamante, da Zuzinha. As outras que me perdoem a falha.
Itaúna inteira na praça da matriz. William Leão de farda de tenente da reserva, José Diniz, idem. No alto falante da igreja de Sant'Ana, o padre Manoel Cauper narrava o desfile. Ainda ecoam nos meus ouvidos as suas palavras: " rufam os tambores, abrem-se as fanfarras para passagem dos galhardetes da pátria........."
Éramos felizes e não sabíamos.

(clicar para aumentar)

*Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 01/09/2017.




quinta-feira, agosto 31, 2017

CHORADEIRA NA PASSAGEM DE NÍVEL


No final dos anos cinquenta e até meados da década de sessenta, a cerveja preferida dos itaunenses era a Brahma. Vinha do Rio de Janeiro em caminhões. A Antártica, fabricada na av. Oiapoque, onde se localiza o Shopping Oi em Belo Horizonte, era muito ruim.
Tinha o nome de "Portuguesa" e fora lançada em homenagem ao presidente português Craveiro Lopes, por ocasião de sua visita ao Brasil. Além de ruim, era engarrafada em "cascos verdes”. Um pecado para os bons bebedores.
O caminhão da Brahma era aguardado com ansiedade. Mais ainda: era véspera de carnaval e o líquido dourado não podia faltar.
Apareciam cervejas estranhas. Uma feita em Juiz de Fora, de nome Weiss Export, mais parecia uma água de batata. Apareceu também a Serramalte, hoje ressuscitada. Antártica boa, só as fabricadas em São Paulo e nunca apareciam na cidade.
O suspense era grande e o caminhão nunca que chegava. Os estoques nos bares e botequins estavam baixos. Os bebedores faziam até promessa. Ficar sem beber uma semana em sacrifício, para que a cerveja não faltasse.
Numa tarde, o caminhão apontou lá pelas bandas da cooperativa nova. Um pouco mais, estava em Itaúna, descarregando no depósito dos Irmãos Guimarães.
Na passagem de nível, aconteceu o desastre. O trem da Rede apanhou o caminhão Chevrolet Brasil na traseira e o arrastou trilhos afora.
Tudo destroçado. Os engradados eram de madeira e as garrafas de vidro. Por sorte, nada aconteceu ao motorista. Da carga de cerveja, pouco ou quase nada restou. Uma tragédia.
A notícia se espalhou como rastilho de pólvora. Os amantes da bebida desceram a Silva Jardim em cortejo. Foram chorar " in loco" a catástrofe. A saída foi amargar a "Portuguesa", engarrafada na beira do ribeirão Arrudas. Ou então, beber Cuba Libre, Hi Fi ou Gin Tônica. Carnaval sem bebida, nem pensar.


*Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 30/08/2017.
Acervo: Shorpy


terça-feira, agosto 29, 2017

EMPRESA IRMÃOS LARA

(clicar na imagem)

São 10 causos sobre a história dos Irmãos Lara, empresa de ônibus que antecedeu a Viação Itaúna na linha de Itaúna a Belo Horizonte (registro 1029 no DEER/MG):
 1. Sebastião Lara, o Tiãozinho Lara, figura conhecida em Itaúna, é filho do Sebastião de Morais Lara, um dos proprietários da Empresa Irmãos Lara, detentora da linha até 1960. Francisco (Chiquito), Paulo, Geraldo (Batista), José (Tiduca ou Duca Lara) e Teodoro de Morais Lara eram irmãos e sócios.
 2. Ainda como sócios da empresa de ônibus os irmãos Lara adquiriram dois caminhões que puxavam lenha de Mateus Leme a Belo Horizonte, um táxi e um posto de combustíveis em sociedade com os primos Lara Rezende, em Betim.
 3. Os Lara Rezende eram proprietários da linha de Betim a Belo Horizonte antes da Viação Santa Edwiges.
 4. Teodoro (mecânico) e Batista (motorista) gostavam mesmo de puxar lenha nos caminhões.
 5. Antes de 1960 os Irmãos Lara também adquiriram o direito de explorar a linha de Santanense ao Centro.
6. Após a venda da linha de Itaúna, Tiãozinho e Chiquito Lara adquiriram uma fazenda de 65 hectares na região de Angicos. As propriedades rurais pertencem à família até hoje.
7. Ao embarcar no ponto então na Praça Dr. Augusto Gonçalves, os passageiros ficavam satisfeitos ao saber que Tiãozinho seria o motorista pela viagem. Ele era elogia pela ao volante das empoeiradas jardineiras.
8. A empresa Irmãos Lara possuía uma frota de seis ou sete jardineiras, atenta a memória de Tiãozinho. Todas modelos Chevrolet.
 9. As jardineiras faziam paradas em Mateus Leme e em Francelinos (Juatuba). Um horário buscava leite numa fazenda de um primo em Juatuba.
 10. A maior dificuldade na viagem de Itaúna a BH era superar as curvas e o cascalho da estrada do Morro Grande (região do atual pedágio). A MG-050 só viria a ser asfaltada em 1967.


Referências:
Pesquisa: Bruno Freitas
Organização: Charles Aquino
Fotografia: Jornal Folha do Oeste, 1950.
Acervo:  Instituto Cultural Maria Castro Nogueira

segunda-feira, agosto 28, 2017

O BAR DO ZÉ DO PINTO


O bar do Zé Pinto ficava na rua da Ponte. Aliás, nunca soube o nome da rua da Ponte e tampouco lembro-me de nenhuma ponte no lugar. Parte da cidade a ser visitada com cuidado. Naqueles tempos de " turmas" de rua, era preciso ter cuidado por lá. Tinha a turma do Mário "Coqueiro", esperto e bom de briga, temor de toda a molecada de meu tempo.
Rua sem calçamento, característica da maioria das vias, vielas e becos daquele tempo. Calçamento só nas partes nobres de Itaúna, feito com paralelepidos ou " pé de moleque". Não importava. A cidade tinha poucos carros e no tempo de chuva não chegava a ter muita lama. Na seca, pouca poeira. Falta de carros e caminhões.
Creio que o bar do Zé Pinto era o único da região. Razoavelmente bem montado, com cerveja, cachaça e refrigerantes servidos no balcão. Nada de mesas para conforto da freguesia. Sem lugar de assentar, a demora por lá era pouca. Giro mais rápido da mercadoria.
Para nós, ainda adolescentes, o bar era uma beleza. Tinha uma bela mesa de sinuca, de marca Brunswick, bem forrada de pano verde e tacos sem "empeno". Um espetáculo.
Não nos era permitido jogar nos bares do centro da cidade. Proibido pelo Juiz de Menores e fiscalizado pelos poucos policiais do destacamento. Sinuca naqueles tempos, só de mesa grande. No Bar Santana, que ficava na praça Augusto Gonçalves, na Petisqueira na rua Silva Jardim e no Bar Rodoviário, debaixo do sobrado do Sebastião Lara, na praça, esquina da rua Cel. Francisco Manoel Franco.
Os donos não nos permitiam jogar. Zé Pinto era camarada. Jogávamos sem restrições, desde que não houvesse apostas e algazarras.
Por lá, nos aprimoramos nas bolas de efeito, contra ou a favor. Nas " puxadas" e nas " seguidas" e nos segredos das tabelas. Mesa de boa qualidade, de tampo de ardósia, bem nivelada e sem descaídas. Bolas de marfim, para sinuca e para o jogo de " duzentos".
Diversão sadia, livre dos perigos do Juizado e do delegado " Tião Secreta". Acobertados pelo Zé Pinto e sem correr risco de sermos corridos de lá pelo Mário Coqueiro e seus companheiros. Bons tempos no final dos anos cinquenta. Que Deus tenha o Zé Pinto em bom lugar. Ele merece.


*Urtigão (desde 1943) é pseudônimo de José Silvério Vasconcelos Miranda, que viveu em Itaúna nas décadas de 50 e 60. Causo verídico enviado especialmente para o blog Itaúna Décadas em 28/08/2017.
Acervo: Shorpy


sexta-feira, agosto 25, 2017

A IMPRENSA ITAUNENSE


A imprensa em Itaúna foi um fato que precedeu a todas as vitoriosas inciativas que vieram colocar o município numa respeitável posição econômica no Estado.
Antes da primeira indústria e antes da emancipação política administrativa, já existia aqui um magnífico órgão de imprensa. Era o “CENTRO DE MINAS”, cujo primeiro número saiu em 1890, sendo seu fundador Manoel Gonçalves de Sousa Moreira.
Bem analisada, verifica-se que a história desta comuna começa exatamente naquele ano. A partir dele é que o distrito de Santana de São João Acima levanta-se para se impor no cenário mineiro. Estavam nessa ocasião solidamente entrelaçados e formando um único bloco, as gerações dos Gonçalves e Nogueiras, pioneiros da civilização itaunense em todos os setores e atividades.
Dos inúmeros jornais, alguns tinham um fundo exclusivamente literário como “ASTREIA” “A VIOLETA”, “O SEMEADOR, “A ESCOLA”, VOZES DOS ESTUDANTES” e “LIBERDADE”. Os demais sempre reservaram páginas inteiras para matéria desta natureza, mas foram sobretudo noticiosos, principalmente dos assuntos locais.
Pelo humorismo suave e oportuno de que eram cheias as suas páginas, se destacaram: “O ZUM ZUM”, “O FURÃO” e “O AVANTE”.
“FOLHA AZUL” que se publicou em 1896, tinha a originalidade de ser redigida em verso e a particularidade de ter o tamanho de “VOSSA SENHORIA”, o minúsculo jornalzinho que hoje se publica em Belo Horizonte, vangloriando-se de ser o menor jornal do mundo...
Na quase totalidade os jornais itaunenses foram semanários e tiveram o formato 32.
Os jornais que tiveram maior número de anos de duração foram “CENTRO DE MINAS”, “MUNICÍPIO DE ITAÚNA, “O ITAÚNA”, “TRIBUNA DO OESTE”, “ITAUNA” e “FOLHA DO OESTE”.
Houve sempre nos jornais daqui uma tendência para a adoção de pseudônimos.
Materialmente a imprensa constituiu sempre um pesado ônus, mas nunca levou vencidos os seus idealistas. Nunca houve profissionais. Seus realizadores foram operários que sacrificaram as horas reservadas a um justo descanso, para confeccionar a matéria. Mantida sempre com sacrifício, mas nunca derrotada, vaia imprensa itaunense cumprindo o seu destino histórico na vanguarda dos grandes acontecimentos.


CRONOLOGIA DOS JORNAIS ITAUNENSE
JORNAL
DATA
DIREÇÃO
Centro de Minas
1890-1897 (1ªfase)
Manoel Gonçalves de Sousa Moreira
A Violeta
1896-1897
Aureslina de Faria e outros
Astréia
1896-1898
Joaquim Marra da Silva
Folha Azul
1896-1897
Clube Literário Progressista
O Itaúna
1902-1906
Ladislau Gonçalves
Município de Itaúna
1904-1909
Dr. Augusto de Sousa, Thomás de Andrade e Francisco de Araújo Santiago
Centro de Minas
1921-1922 (2ª fase)
Francisco Araújo Santiago, Mário Matos e Hidelbrando Clark
Tribuna do Oeste
1925-1927
Mário Matos, Dr. Antônio de Lima Coutinho, Dr. Dorinato Lima, Dr. Afonso dos Santos, Dr. Lincoln Machado e Dr. Ovídio Machado
O Itaunense
1929 (1ªfase)
A. Couto Vale
O Vicentino
1920
Irmandade de São Vicente
O Minuto
1927-1928
Maria de Cerqueira Lima e Ivolina Gonçalves
O Furão
1930-1935
Jesus Drumond, Mário Soares, João do Centro, Victor Gonçalves, Geraldo C da Cruz, Dimas F da Cruz, Fajardo Nogueira e Hermínio Gonçalves.
Itaúna
1931
Hely Nogueira Jr., Dr. Lima Coutinho, dr. Pereira Lima, Edwar Nogueira e José Santiago.
Zum Zum
1922-1926
Mário Matos, José Santiago, João Dornas e Hidelbrando Clark
O Semeador
1932-1933
Pe. Inácio Campos
A Escola
1932-1934
Órgão da escola Normal de Itaúna
Vozes dos Estudantes
1932-1933
Nair Gonçalves, Maria da Silva e Yole Araújo
Jornal de Itaúna
1932-1935
Viriato Fonseca, João Batista de Almeida e Waldemiro T. Santos
O Avante
1938-1940
Sebastião Nogueira Gomide, dr. João Gonçalves Nogueira, dr. Paulo Dias Corrêa, Hilton Gonçalves, prof. Anselmo Barreto, prof. Viriato Fonseca
A Mocidade
1944-1945
Raimundo Corrêa de Moura e Osmar Barbosa
O Itaunense
1945
Oscar Dias Corrêa
Tribuna Itaunense
1949-1950
Antônio Tarabal, Milton Penido, Célio Soares de Oliveira, Ary Vieira Porto, Lauro Antunes de Morais
Folha do Oeste
1944
Sebastião Nogueira Gomide, Amadeu Porto, Antônio Dornas de Lima, Yara Tupinambás, José de Cerqueira Lima, dr. Lincoln Nogueira Machado e José Valeriano Rodrigues
Liberdade
1949-1951
Edson D’Amato, Órgão do Colégio Sant’Ana e Escola Técnica de Comércio Santana.


REFERÊNCIA:
Texto: Raymundo Corrêa de Moura
Pesquisa: Charles Aquino
Revista Acaiaca: org. Celson Brant. Belo Horizonte, ano 1954, p.169,170, 171 e 172.
Acervo Documental: Arquivo Público Mineira. Disponível em: http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/jornaisdocs/photo.php?lid=130602