segunda-feira, julho 30, 2012

Péricles Gomide


PÉRICLES RODRIGUES GOMIDE

Ou simplesmente LIQUE, nasceu em Itaúna, filho do Prof. José João Rodrigues Vieira e de Sá Mestra Leopoldina Gomide. LIQUE foi dentista, músico, ator, autor e contra-regra teatral. Participou da famosa peça  "AS CIGARRAS DO SERTÃO" ano de 1925. 
LIQUE casou-se com Eponina Nogueira Gomide e tiveram 8 filhos:
- Orlando Nogueira Gomide, pintor;
- Elsa Nogueira Gomide, alta funcionário do Ministério da Educação e a quem Itaúna muito deve, pois sua ajuda foi fundamental para o reconhecimento dos Cursos da Universidade de Itaúna;
- Sinésio Nogueira Gomide, durante muitos anos foi funcionário da Cia. Tecidos Santanense;
- Sóror Maria Imaculada Conceição, freira;
- Péricles Gomide Júnior, bancário e escritor e, como tal, adotou o pseudônimo de Pancrácio Fidélis. Durante muito tempo, escreveu crônicas sobre Itaúna no jornal "Folha do Oeste", de seu irmão PIU. Tais crônicas foram transformadas no livro "Crônicas e Narrativas de Pancrácio Fidélis", lançado na década de 60, e fez enorme sucesso;
- Sebastião Nogueira Gomide, o PIU, funcionário dos Correios como Telegrafista e em 1943 fundou o jornal "Folha do Oeste", onde era o proprietário, editor, redator e repórter. O jornal circulou até sua morte e a viúva, Sra. Esther, (que era também sua prima em primeiro grau), vendeu para o jornalista José Waldemar Teixeira de Melo, que por sua vez o repassou ao jornalista Renilton Pacheco, que mudou o nome para "Folha do Povo" e circula já há 16 anos;
- José Nogueira Gomide, engenheiro geólogo, funcionário da Petrobrás;
- Eponina Maria do Carmo Nogueira Gomide Soares, funcionária pública.
Infelizmente todos já faleceram.
 Por ocasião da decisão de qual seria o nome do atual teatro Municipal, houve uma corrente que defendia o nome de Péricles Gomide. Infelizmente não conseguiram, o que foi considerado uma enorme injustiça. Todavia a memória de LIQUE estará para sempre na história de Itaúna, pois uma das importantes de ruas da cidade leva o seu nome. Sua esposa Eponina construiu a capela da Imaculada Conceição, justamente à Rua Péricles Gomide. Na ocasião o terreno onde está erguida a capela pertencia e foi doado por LIQUE. Hoje a capela está um pouco descaracterizada pois foi construída quase na sua frente a casa onde reside o pároco de Sant'Ana. Na época da construção, parte da família tentou em vão, impedir. Não conseguiu. Esta é, resumidamente, a história do grande ator PÉRICLES GOMIDE, o "LIQUE".
Péricles R. Gomide e sua família
Prof. Vilmar Aparecido de Sousa, o PITUCA, diretor e produtor teatral, muito conhecido em Itaúna, declarou textualmente sobre o LIQUE:
“FOI O MAIS NOTÁVEL E RESPEITADO ATOR QUE JÁ PISOU NOS PALCOS DE ITAÚNA”

Juarez Nogueira Franco 









quinta-feira, julho 19, 2012

Genealogistas de Itaúna



                                        
GENEALOGIA DESCOBRE OS LÍDERES DE NOSSAS
COMUNIDADES
A palavra Genealogia provem da junção dos radicais gregos GEN(E), geração, LOG(OS), estudo, e o sufixo IA, ciência. Esta ciência que é o estudo das gerações que nos antecederam, é dentre os ramos do saber, a que se refere às famílias, estudando-lhes as origens, descrevendo-lhes as gerações, mostrando sua evolução e traçando, embora, resumidamente, a biografia das pessoas que as integram.
Os autores estão acordes em ser a Genealogia, hoje, um ramo difícil da História. Os trabalhos genealógicos, dados o método e o rigor exigidos na Historiografia, são todos muito complexos, pois que neles se utilizam elementos de várias ordens e espécies. Não se emprega, nesses trabalhos, apenas a documentação das famílias e fontes de referências à linhagem ou membros que as compõem, mas se baseia também no material histórico, que dá a linhagem exata da família. E do meio em que está inserida, indicando as influências que nele exerce, ou dele recebe e, ainda, seus feitos e realizações.
A investigação genealógica não tem limites. Modernamente, vai até mesmo aos caracteres fisiológicos e psíquicos dos indivíduos componentes da chamada "árvore genealógica", procurando conhecer-lhe a etiologia. Nosso trabalho hoje, aqui, mão tem esta abrangência. Antigamente a Genealogia não se revestia do rigor que se tem no presente, porque a história sofria a falta de método científico, manifestado na seleção das fontes, na avaliação da relatividade de seu valor, na forma expositiva e na citação documental. Fazia-se genealogia ao sabor de fatores pessoais e subjetivos.

GENEALOGIA É ATIVIDADE SÉRIA:
DUAS IMPORTANTES E FUNDAMENTAIS GENEALOGIAS
Pesquisando a monumental obra dos primeiros genealogistas brasileiros, Pedro Taques de Almeida Paes Leme, e sua "Nobiliarquia Paulistana, Histórica e Genealógica", 02 volumes, e Luiz Gonzaga da Silva Leme, em sua "Genealogia Paulistana", 09 volumes, entre todas as famílias estudadas, nos vários e preciosos títulos, destacamos, a título exemplificativo, algumas das principais matrizes da formação dos povos que, a partir da presença de Martim Afonso de Sousa em terras brasileiras, se espalharam pela Capitania do Rio, São Paulo e "Minas Gerais dos Cataguá".
Sabe-se que da enorme obra de Pedro Taques, de imenso valor documentário, ignora-se o paradeiro de 77 títulos de que faz menção o autor. Silva Leme, mais sóbrio como genealogista, não se limitou a descrever somente as famílias da nobreza formada de brasões, mas incluiu muitas outras oriundas de troncos humildes, meros povoadores que se tornaram nobres pelos seus feitos e cooperação no engrandecimento da terra paulista.
Abordou, em 52 títulos, famílias diversas que vieram, na maior parte, nos princípios da povoação de São Vicente e São Paulo, e poucas no fim do século XVI e princípio do XVII, em oito volumes de 550 páginas cada um, acrescidos, mais tarde, de um nono, contendo re-ratificações de sua monumental obra. Eis, em ordem alfabética, os 12 títulos escolhidos por nós, para demonstrar o início da presença portuguesa no Brasil, com repercussão em Minas Gerais.

OS TRONCOS PORTUGUESES EM MINAS GERAIS
Temos estudado muitas outras genealogias, chegando sempre a troncos portugueses. Estivemos em Portugal por quatro vezes. As duas últimas, em busca dos antepassados de famílias mineiras. Assim, descobrimos de nossa região, entre outras, as seguintes famílias:
ABREUS E SILVAS: vieram da freguesia de São Pedro, na vila de Óbidos (Leiria) e a partir de Mariana, ofereceram a Minas uma plêiade de filhos ilustres. AIRES GOMES: de São Felix de Gondifelos (Vila Nova de Famalicão), deram a Minas Gerais o fundador da cidade de Santos Dumont, outrora Palmira, o reinol JOÃO GOMES de cuja bisneta FRANCISCA CANDIDA DE LIMA, casada com FRANCISCO COELHO DUARTE BADARÓ, nasceram políticos ilustres, ministros que vêm projetando a família BADARÓ no cenário mineiro. O bisneto FRANCISCO DE PAULA LIMA casando com FRANCISCA BENEDITA MONTEIRO DE BARROS, filha do Visconde de Uberaba (Nhanhá da Cachoeira), 18ª neta do Barão de Paraopeba, uniu os descendentes de JOÃO GOMES aos Monteiros de Barros.
ANDRADAS: a partir do português coronel JOSÉ RIBEIRO DE ANDRADA, de Santos, São Paulo, os ANDRADAS entraram na História do Brasil com os três irmãos: o Conselheiro JOSÉ BONIFÁCIO DE ANDRADA E SILVA (o Patriarca da Independência), sábio e político festejadamente conhecido, MARTIM FRANCISCO, notável estadista; e ANTONIO CARLOS RIBEIRO DE ANDRADA MACHADO E SILVA.
Desta família surgiu o ramo mineiro dos ANDRADAS, quando MARIANA GENOVEVA RIBEIRO DE ANDRADA, nascida em Santos, casou com TOMÁS ANTONIO PACHECO, natural do bispado de Guarda, Portugal, e foram residir em Bom Jesus das Almas, capela filial da cidade mineira de Curvelo. Um bisneto deste casal é o padre doutor BELCHIOR PINHEIRO DE OLIVEIRA, seis anos em Coimbra, vigário de Pitangui o qual, em 7 de setembro de 1822, achava-se às margens do Ipiranga, ao lado do Príncipe-Regente Dom PEDRO, quando o futuro imperador recebia os famosos despachos com as notícias alarmantes de Lisboa. Foi então que uma palavra do ilustre padre mineiro decidiu a sorte do Brasil. Em seguida, padre BELCHIOR foi eleito deputado à constituinte do novo Império independente (1823). Quando D. PEDRO I dissolveu a constituinte, o ilustre sacerdote foi preso e deportado, a bordo da mesma charrua "Lucânia", que também conduziu os Andradas, seus primos. Em 1835, já no Brasil, Pe. BELCHIOR foi eleito deputado à Assembléia Provincial. O Dr. ANTONIO CARLOS, homônimo de seu famoso tio, filho do conselheiro MARTIM FRANCISCO, é o ancestral dos não menos famosos ANDRADAS, políticos de Barbacena, em Minas Gerais.
CARNEIROS LEÃO: descendem do coronel BRÁS CARNEIRO LEÃO, nascido no Porto em 1732 e já no Brasil em 1748. Casou com ANA FRANCISCA ROSA MACIEL DA COSTA a qual recebeu, já viúva, o título de baronesa de São Salvador de Campos. Uma neta do fundador desta família, dona ANA LUISA CARNEIRO VIANA, foi casada com o glorioso e imortal DUQUE DE CAXIAS, LUÍS ALVES DE LIMA E SILVA, "o Pacificador", patrono do Exército Brasileiro. A caçula do fundador, de nome FRANCISCA MÔNICA CARNEIRO DA COSTA, casou com MANOEL JACINTO NOGUEIRA DA GAMA, ele nascido na cidade mineira de São João del-Rei. São os marqueses de Baependi.
LOPES CANÇADO: vieram do Porto, a partir de ANTÔNIO LOPES CANÇADO, o qual se casou em Itaverava com ÚRSULA DA CONCEIÇÃO. Os descendentes em Pitangui e Congonhas do Campo enobrecem vários ramos familiares do centro do estado, em inúmeras atividades sociais e políticas, na medicina, no púlpito, na indústria têxtil, no comércio e na advocacia. MAGALHÃES GOMES: originariamente de Santa Senhorinha de Basto (Cabeceiras de Basto), estabeleceram-se em Vila Rica. BRÁS GONÇALVES GOMES e JOSEFA MAGALHÃES são os pais de MANOEL DE MAGALHÃES GOMES, casado com MARIANA RODRIGUES FONTES. Do casal nasceram seis filhos. Um pentaneto do tronco foi banqueiro e empresário Dr. RUI DE CASTRO MAGALHÃES. Outro, o ilustre professor de medicina da UFMG e Reitor da Universidade de Brasília, Dr. CAIO BENJAMIM DE MAGALHÃES DIAS. O famoso cientista, professor da Escola de Engenharia da UFMG, Dr. FRANCISCO DE ASSIS DE MAGALHÃES GOMES, tetraneto, foi um dos primeiros em Minas nas pesquisas atômicas.
MASCARENHAS: grandes empresários têxteis em Minas Gerais. CAETANO GONÇALVES MASCARENHAS é o mais antigo ancestral conhecido no Brasil, em terras mineiras. Nasceu em Portugal, no Arcebispado de Braga, na Freguesia de Santo Adrião de Soutelo, no concelho de Vieira do Minho. Era proprietário em Pitangui, dono de mineração no Brumado, onde faleceu em 14 de fevereiro de 1781. Casado com a pitanguiense MARIA DA SILVA VIEIRA deixou 11 filhos. O filho órfão, de 6 anos, nascido em 1775, tutelado pela mãe, de nome ANTÔNIO GONÇALVES MASCARENHAS, casou mais tarde com JOAQUINA MARIA DA CONCEIÇÃO. Deste casal nasceu ANTONIO GONÇALVES DA SILVA MASCARENHAS, criado em Santa Quitéria (Esmeraldas), na fazenda de seu padrinho Visconde de Caeté, JOSÉ TEIXEIRA DA FONSECA VASCONCELOS. Casou com POLICENA MOREIRA DA SILVA, gerando 13 filhos, entre os quais se destacaram ANTÔNIO, BERNARDO e CAETANO. Esta notável família, que se ligou com as dos FERREIRA PINTO, dos VIANA, dos SOARES DINIZ, dos DINIZ COUTO, dos MACEDO GUIMARÃES, e tantas outras, é um dos maiores patrimônios, de Portugal, em Minas Gerais.
MONTEIROS DE BARROS: Descendem do norte de Portugal, entre o Douro e o Minho, onde corre agitado o rio Cávado, dos povoados de São Miguel de Marinhas e São Tiago de Carapeços. A partir do Guarda-mor MANOEL JOSÉ MONTEIRO DE BARROS que se casou em 1766, em Vila Rica, com MARGARIDA EUFRÁSIA DA CUNHA MATOS, nasceram, em Minas Gerais, oito filhos ilustres, entre eles o Visconde de Congonhas do Campo (Dr. LUCAS ANTÔNIO MONTEIRO DE BARROS) e o Barão de Paroapeba (ROMUALDO JOSÉ MONTEIRO DE BARROS). MARGARIDA EUFRÁSIA a mãe destes nobres, por sua vez, era filha do português, Guarda-mor ALEXANDRE DA CUNHA MATOS, natural de São Simões de Arões, concelho de Macieira, bispado de Vizeu, e de sua mulher ANTÔNIA DE NEGREIROS, natural da freguesia de São Sebastião, da Ilha de São Miguel. É enorme a família Monteiro de Barros em Minas Gerais.
NOGUEIRAS PENIDO: São de Penedo, que deu Penido no Brasil, bispado do Porto. Os descendentes de MANOEL NOGUEIRA e de sua mulher MARIA FRANCISCA vieram para o centro-oeste mineiro, região de Bonfim e são ascendentes de inúmeras personalidades mineiras, principalmente sacerdotes ilustres como os padres MANOEL, JOSÉ, AGOSTINHO, FRANCISCO, JOÃO DA CRUZ, JOAQUIM HONÓRIO, EUZÉBIO, todos NOGUEIRAS PENIDO e mais o Pe. JOSÉ PINTO NAZÁRIO, o monsenhor JOÃO SABINO DE LAS CASAS e o Arcebispo Dom GERALDO DE MORAES PENIDO. Também de outros competentes profissionais como o Dr. JOÃO NOGUEIRA PENIDO, médico em Juiz de Fora, onde deixou larga descendência, fruto do casamento de sua filha MARIA ANTÔNIA PENIDO com o Dr. MIGUEL NOEL NASCENTES BURNIER.
SILVAS BRANDÃO: Começaram com ANDRÉ HENRIQUES DA SILVA BRANDÃO e ISABEL SOARES DA SILVA, naturais de Oliveira de Azeméis, onde se casaram. O filho mais velho capitão JOÃO DA SILVA BRANDÃO, também de Azeméis, casou em São Caetano de Mariana com ANTÔNIA MARIA DE OLIVEIRA, filha de portugueses do Porto. Em Mariana nasceram oito filhos deste casal. Um deles, o Brigadeiro JOSÉ DA SILVA BRANDÃO é o trisavô de ANA RIBEIRO BRANDÃO, esposa do Marechal JOÃO BATISTA MASCARENHAS DE MORAES, comandante em chefe da Divisão Expedicionária Brasileira na Campanha de Itália, na 2ª Grande Guerra Mundial. Também trisavô de dois presidentes do Estado de Minas Gerais: Dr. FRANCISCO SILVIANO BRANDÃO (1898 - 1902) e JÚLIO BUENO BRANDÃO (1910 - 1914). FRANCISCO, eleito vice-presidente da República, faleceu antes de sua posse. SILVA XAVIER: Em Minas, ISABEL DE OLIVEIRA casou com o português ANTÔNIO DE OLIVEIRA SETUBAL. A filha caçula do casal, MARIA DE OLIVEIRA COLAÇO, casou com DOMINGOS XAVIER FERNANDES, pais de cinco filhos. A mais velha, ANTÔNIA DA INCARNAÇÃO XAVIER casou com DOMINGOS DA SILVA DOS SANTOS, gerando sete filhos. O quarto deles é o proto-mártir da Independência, que lutou pela liberdade da pátria, alferes JOAQUIM JOSÉ DA SILVA XAVIER, "o TIRADENTES". Batizado na capela de São Sebastião do Rio Abaixo, filial de São João d'El Rei, a 12 de novembro de 1746, morto aos 43 anos de idade, no cadafalso, como líder maior da Conjuração Mineira, em 1789.
SOBREIROS E MACHADOS: maiores sesmeiros do centro-oeste mineiro, no início do século XVIII, representados por MANOEL TEIXEIRA SOBREIRO, fundador de Bonfim, da "Fazenda Palestina", e MANOEL MACHADO, seu sócio e concunhado, ancestral do inventor, construtor e aviador SANTOS DUMONT, chamado "Pai da Aviação". Ambos são hexanetos dos portugueses ANTÔNIO GONÇALVES e de sua mulher ANA GONÇALVES, de Salvador de Vila Cova da Lixa, então freguesia de Borba de Godim, concelho e comarca de Felgueiras, distrito do Porto, da Província do Douro Litoral.

PRESENÇA PREPONDERANTE EM MINAS GERAIS
Orgulho imenso nosso, o de saber que nossos avoengos são portugueses, na sua quase totalidade das províncias ao longo das margens do rio Douro: MINHO, TRÁS-OS-MONTES, DOURO LITORAL, ALTO DOURO, BEIRA ALTA e BEIRA LITORAL. Por isto, pretendemos realçar os aspectos positivos da presença portuguesa na fundação de cidades em nossa região, tenazmente acentuada, em todos os momentos, desde o adentramento dos bandeirantes nas "Minas Gerais dos Cataguá", a parte sul do atual estado de Minas Gerais, que integrava a Capitania do Rio de Janeiro e São Paulo. A presença portuguesa no centro oeste mineiro, depois das primeiras "entradas" dos paulistas, tornou-se tão preponderante, que o mestre de campo MANOEL NUNES VIANA, um português de VIANA DO MINHO, surgido na Bahia como preposto nas Minas Gerais da bastarda sesmeira ISABEL GUEDES DE BRITO, expulso pelo paulista Tenente General MANOEL DE BORBA GATO, precipitou os acontecimentos funestos, que só terminaram em fins de 1709, com a vitória dos portugueses, na "Guerra dos Emboabas".

PITANGUI, ÚLTIMO REDUTO DOS PAULISTAS
O arraial de Nossa Senhora da Piedade de Pitangui foi um dos últimos locais a tornar pacíficas as relações entre paulistas e reinóis. A 20 de julho de 1709, o governador da província, ANTÔNIO DE ALBURQUERQUE COELHO DE CARVALHO, a mando da coroa portuguesa, recebeu a submissão de NUNES VIANA, o "governador" rebelde, que em seguida se recolheu às suas fazendas do São Francisco. Em 4 de setembro de 1711, por ordem do mesmo governador, o então "derrotado" na "Guerra dos Emboabas", Tenente General MANOEL DE BORBA GATO, "pela confiança e zelo com que servia à sua Majestade", foi enviado à Pitangui a fim de 12 pacificar e unir os moradores lá existentes. E o desempenho dado pelo Tenente General à sua missão foi de tal ordem que, já em ofício de 27 de agosto de 1712, o governador ANTÔNIO DE ALBUQUERQUE, homem de grande estatura moral, pôde comunicar à sua Majestade, que se achava restabelecido o sossego das Minas e que os paulistas foragidos para São Paulo estavam regressando e se iam contentando com as sesmarias que lhe eram concedidas pelo serviço real.
Pitangui foi a sétima mais antiga vila a ser criada, ainda sob a sombra da Capitania do Rio de Janeiro e São Paulo, nas terras das Minas Gerais. Em 1711 apareceram as três vilas mais antigas: Vila do Ribeirão do Carmo, hoje Mariana; Vila Rica, hoje Ouro Preto, e Vila Real de Sabará. Em 1713, criou-se a Vila de São João del-Rei. Em 1714, a Vila de Rainha, hoje Caeté e a Vila do Príncipe, hoje Serro. A Vila de Nossa Senhora de Piedade de Pitangui surgiu em 1715.
Pitangui ficou sendo o último reduto paulista nas Minas Gerais e os portugueses, recém-vindos de além-mar, ou saídos das minas esgotadas, foram-se fixando ao seu redor, porque não tinham vez nem voz na vila nascente. Lá ocorreram levantes e rebeliões dos que se recusavam pagar os quintos do ouro exigidos pela metrópole. A principal delas foi em 1720, quando nosso parente português FRANCISCO DUARTE DE MEIRELES, de fevereiro a novembro desse ano lá esteve, na qualidade de procurador da Fazenda Real, promovendo arrematações e sequestrando bens do rebelde DOMINGOS RODRIGUES DO PRADO, "homem régulo e por natureza matador insigne", no dizer do conde de ASSUMAR, e dos chefes do movimento, "cujas casas foram queimadas, arrasadas e salgadas".
A origem de FRANCISCO DUARTE DE MEIRELES - Esse português, capitão-mor regente, filho de JOÃO DUARTE DO VALE e de dona CATARINA DE MEIRELES, casou com dona JOANA LEITE DE BORBA, filha do Tenente-general MANOEL DE BORBA GATO e de sua esposa dona MARIA LEITE. Esta, filha do famoso bandeirante FERNÃO DIAS PAES, o "descobridor das Esmeraldas". FRANCISCO DUARTE DE MEIRELES é do ramo dos Braganças Faiões e Lemes de Bragança Meireles que vieram para o Brasil.
Esta família - os Braganças do Minho - teve início em AFONSO FAIÃO, filho de dom TEODÓSIO I, quinto duque de Bragança, nascido em Vila-Viçosa. Com pouca idade, entrou no convento de Cete, entregue não se sabe a quem. Foi legitimado por FELIPE I, a pedido de dom JOÃO, que o reconheceu como seu irmão e o autorizou a usar as mesmas armas que dom AFONSO, primeiro duque de Bragança. Aos 13 anos foi apresentado como abade de Baltar pela casa de Bragança. Viveu e morreu na sua casa em Baltar , hoje conhecida pela casa da Estalagem. Teve uma filha bastarda, nossa tia eneavó por afinidade, educada em convento em Vila-Viçosa, dona LEONOR FAIÃO que se casou em 16 de setembro de 1608, em Baltar, com GONÇALO NOGUEIRA, nosso tio eneavô, senhor da Casa da Nogueira , em Cete. Tiveram oito filhos. Este nosso tio eneavô, era filho de outro GONÇALO NOGUEIRA que foi casado com LEONOR GONÇALVES. Deste casal nasceu MARGARIDA NOGUEIRA, nossa eneavó, irmã do senhor da Casa da Nogueira . Esta casa, em Cete, fica na província do Douro Litoral, Distrito do Porto, concelho de Paredes, na freguesia de Parada de Todêa. Quanto a MARGARIDA NOGUEIRA, casou com MANOEL ANTÔNIO: é nossa eneavó, matriz dos Nogueiras do oeste mineiro. GONÇALO NOGUEIRA, o filho, é o ancestral de FRANCISCO DUARTE DE MEIRELES, o qual provém de um dos oitos filhos dele e de LEONOR FAIÃO.
Decavô nosso, GONÇALO NOGUEIRA é tronco comum de nossa família e da família que deu origem aos Braganças do Minho, conforme estudo feito pelo genealogista português Dr. ELÍSIO DE SOUZA, que 13 visitamos em Paredes. LEONOR FAIÃO faleceu em 2 de outubro de 1633. Do casal GONÇALO NOGUEIRA e LEONOR FAIÃO nasceu a filha MARIA NOGUEIRA FAIÃO, senhora da CASA DA NOGUEIRA (1611- 1688), que se casou com ANTÔNIO MEIRELES, em Paços de Sousa e deu origem aos Braganças do Minho. A Casa da Nogueira, em Cete, hoje em ruínas, ostenta, no frontespício , o brasão dos Nogueiras. ANTÔNIO MEIRELES e MARIA NOGUEIRA FAIÃO tiveram onze filhos.
DE VISEU VIERAM FILHOS ILUSTRES - JOSÉ RABELO CASTELO BRANCO e sua mulher ISABEL MARIA GUEDES PINTO, ambos naturais de VISEU, cidade, sede de concelho e de comarca, no distrito e bispado de mesmo nome, na província da Beira Alta, da qual é a capital, onde viveram, tiveram muitos filhos, dentre os quais o Dr. JORGE DE ABREU CASTELO
BRANCO, nascido em 1713. Este, doutor formou-se em Cânones em Coimbra. Aí, no Mosteiro de Santa Cruz, recebeu a primeira tonsura e as ordens menores. Interrompeu a carreira eclesiástica e veio para Minas Gerais em 1747, fixando residência em Mariana. Casou em 1748, em Santo Antônio do Bacalhau, capela freguesia de Guarapiranga, com JACINTA TERESA DA SILVA, natural do Salvador, concelho de Horta, na ilha do Faial, do arquipélago dos Açores, bispado de Angra do Heroísmo, filha legítima de GASPAR JOSÉ DA SILVA SOBRAL, da vila de São João Batista de Sernancelhe, sede de concelho e de freguesia, comarca de Moimenta da Beira, distrito de Viseu, bispado de Lamego, província da Beira Alta, e de dona BERNARDA MARIA DA CONCEIÇÃO, da vila de Nossa Senhora da Anunciação (ou Nossa Senhora de Entre as Vinhas) de Mértola, vila, sede de concelho, de comarca e de freguesia, distrito e bispado de Beja, província do Baixo Alentejo, na fronteira com a Espanha, Destes portugueses de boa cepa nasceram nove filhos. Um deles é dona JOAQUINA BERNARDA SILVA DE ABREU CASTELO BRANCO, nascida a 20 de agosto de 1752, a legendária matrona mineira JOAQUINA DO POMPÉU. Casou-se em Pitangui com o capitão INÁCIO DE OLIVEIRA CAMPOS, descobridor dos sertões entre os rios das Velhas, Parnaíba e Dourados, destruidor de quilombos de negros em Paracatu e fundador da cidade de Patrocínio.
"Dona JOAQUINA DO POMPÉU é o divisor de gerações: Antes dela, gente nobre provinda de Portugal; depois dela, uma descendência numerosa, no seio da qual repontam personalidades ilustres". Palavras de COROLIANO PINTO RIBEIRO e JACINTO GUIMARÂES, in "DONA JOAQUINA DO POMPEU", Imprensa Oficial, Belo Horizonte, 1956. Quarenta e sete anos depois, o filho de Coroliano, fraterno amigo, membro efetivo do IHGMG, DR. DEUSDEDIT PINTO RIBEIRO CAMPOS lançou outra edição do livro, ampliada e aperfeiçoada, três recheados volumes, sob o nome de "Dona Joaquina do Pompeu, sua História e sua Gente". Neste trabalho genealógico, à época de sua publicação, 2003, estão registrados 10 filhos, 86 netos, 398 bisnetos, 1.367 trinetos, 3.787 tetranetos, 8.658 pentanetos, 13.236 hexanetos, 8.279 heptanetos, 1.757 octanetos, 159 eneanetos, num total de 37.523 mineiros da gema! Incontável número de cidadãos ilustres prestadores de relevantes serviços às letras, à política, à magistratura, à igreja, à pátria e às suas comunidades.
Citemos, alguns: Dr. FREDERICO AUGUSTO ÁLVARES DA SILVA, desembargador, duas vezes vice-governador e uma vez governador de Minas Gerais; Dr. ANTÔNIO BENEDITO VALADARES RIBEIRO, advogado, secretário de estado, deputado federal em várias legislaturas, deputado à constituinte mineira; professor OSWALDO DE MELO CAMPOS, médico, catedrático da Universidade Federal de Minas Gerais; Dr. FREDERICO DE OLIVEIRA CAMPOS, deputado federal; Dr. AGRIPA DE VASCONCELOS, médico, consagrado poeta e jornalista, autor de notáveis romances históricos, membro da Academia Mineira de Letras; Dr. FRANCISCO DE CAMPOS VALADARES, advogado, deputado federal; Dr. MARTINHO ÁLVARES DA SILVA CONTAGEM, advogado, deputado provincial e geral no Império, orador de fama; padre JOSÉ CAMPOS TAITSON, sacerdote culto e virtuoso, diretor do Ginásio Municipal de Belo Horizonte; Dr. MARTINHO ÁLVARES DA SILVA CAMPOS, doutor em medicina, político, deputado, Secretário do Interior do Estado do Rio de Janeiro, presidente da Câmara dos Deputados, senador, presidente do Conselho do Estado no Império, Ministro da Fazenda em 1882; professor CARLOS ÁLVARES DA SILVA CAMPOS, promotor de justiça, deputado federal, professor catedrático na Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais, autor de obras jurídicas e filosóficas; Dr. BENEDITO VALADARES RIBEIRO, advogado, deputado, presidente da câmara e prefeito de sua cidade, político de alto prestígio, fundador do Partido Social Democrático, governador de Minas Gerais ao longo de 15 anos; Dr. ANTÔNIO AUGUSTO DE MELO CANÇADO, advogado, jornalista brilhante, diretor da Faculdade de Direito da Universidade Católica de Minas Gerais; Dr. SIMÃO DA CUNHA PEREIRA, advogado, deputado estadual; Dr. OVÍDIO XAVIER DE ABREU, deputado federal, secretário de estado, ministro da Fazenda, presidente do Banco do Brasil; Dr. EMÍLIO DE VASCONCELOS COSTA, prefeito, deputado estadual; Dom GERALDO PROENÇA SIGAUD, bispo ilustre; Dr. PAULO CAMPOS GUIMARÃES, advogado, deputado estadual, diretor da Imprensa Oficial; Dr. JOSÉ CAMPOS, médico, cultura humanista e filosófica invejáveis, professor titular de medicina legal e vice-reitor na Universidade de Itaúna; finalmente, para não citar inúmeros outros descendentes ilustres, Dr. FRANCISCO LUÍS DA SILVA CAMPOS, jurista famoso, talento precoce, professor catedrático de Direito Público Constitucional, deputado federal, responsável pela "Reforma Francisco Campos" do ensino em Minas Gerais, secretário do Interior em Minas Gerais, ministro da Educação e Saúde Pública do Brasil, consultor geral da República, secretário da Educação do Distrito Federal, poeta, escritor, conhecido como "CHICO CIÊNCIA", autor da Constituição outorgada de 1937, que implantou o Estado Novo no Brasil, com GETÚLIO VARGAS no poder.

FAMÍLIAS PORTUGUESAS NO BRASIL
BICUDOS, vieram da ilha de São Miguel, Ponta Delgada, no tempo do povoamento de São Paulo. Uma tetraneta de Antônio Bicudo Carneiro, Maria Leme do Prado, casou com Tomé Rodrigues Nogueira do Ó. Este faleceu em Minas Gerais, em Baependi, deixando descendentes ilustres, dando origem em Minas aos Nogueiras da Gama. Um hexaneto foi Marques de Baependi, Manoel Jacinto Nogueira da Gama, conselheiro de Estado, senador no Império e Marechal de Campo.
CAMARGOS, o primeiro deles, Jusepe de Camargo, ou historicamente José Ortiz de Camargo, espanhol, teria chegado ao Brasil na armada Diogo Flores de Valdés, após naufrágio na costa de Santos, na praia de Bertioga, tendo desertado e aparecendo oficialmente em 1587. Em 1602 foi eleito vereador e seu mandato foi renovado no ano seguinte. Em 1607 tomou pose no cargo de Juiz dos Órfãos de São Paulo. Grande escravocrata, prendeu índios no território das missões jesuítas, no Guayrá, no sul do Brasil. Casou-se com Leonor Domingos Carvoeiro, portuguesa, filha de Domingos Luís Carvoeiro e de Ana Camacho. Faleceu em 1679 e sua mulher em 1630, ficando do casal nove filhos. Dois deles, Fernando de Camargo, "o Tigre", e Jose Ortiz de Camargo "o Moço", foram os cabeças do partido dos Camargos contra os Pires. A luta entre estas famílias foi tão grave e intensa, que exigiu a presença real para estabelecer, por provisão, a forma de as duas famílias conviverem como oficiais da comarca da vila de São Paulo e da Capitania de São Vicente, pois havia criminosos de ambos os lados. Todos os filhos foram influentes nos destinos de São Paulo e Minas Gerais. O terceiro neto de "El Tigre", capitão João Lopes de Camargos, foi casado com Isabel Cardoso de Almeida. Estabeleceu-se definitivamente em Minas Gerais, na freguesia de São Sebastião, em Mariana, onde fundou a povoação que se chamou CAMARGOS, hoje cidade com o nome de Bandeirantes, em homenagem à família. Este casal enobreceu Minas Gerais com dez filhos. Entre eles os padres doutores, formados em cânones em Coimbra, João Lopes de Camargo e Inácio Lopes de Camargo. Entre os dez filhos, três irmãs, Florência, Ana Maria e Maria de Jesus, casaram respectivamente com os portugueses, Sargento Mor Gabriel da Silva Pereira, Tomás Teixeira e Manuel Neto de Melo. Chegaram com seus escravos, ao centro oeste de Minas e abriram uma picada de Bonfim até Pitangui, por volta de 1720; ao longo do Rio São João, no início, pela margem direita, e, depois, pela esquerda. O local em que passaram de uma para outra margem, onde acamparam por longo tempo, recebeu o nome de Passagem do Rio São João. Para atender à religiosidade das esposas, depois de 1739, construíram aí, já casados, um templo rústico, um oratório. Em 1750, com autorização do primeiro bispo de Mariana, Dom Frei Manoel da Cruz, iniciaram a construção de uma capela toda de pedra que só ficou pronta em 1765, quando o local recebeu o nome de Povoação Nova de Nossa Senhora Sant'Ana do Rio São João Acima, mais tarde simplificado para Sant'Ana do Rio São João Acima, nome que permaneceu até 16 de setembro de 1901, quando, já distrito, emancipou-se de Pará de Minas com o nome de ITAÚNA, onde nascemos. Tomas Teixeira e Ana Maria Cardoso de Camargo são nossos pentavós, os outros dois casais, nossos tios-pentavós. Inúmeras outras famílias itaunenses descendem destes pioneiros. Também gente de Contagem, Betim Esmeraldas e Belo Horizonte.
CARVOEIROS vieram do lugar de Marinhota, freguesia de Carvoeiro, vila de Estremadura. Domingos Luís Carvoeiro foi casado, pela primeira vez com Ana Carvalho, bisneta de João Ramalho. Este português havia deixado esposa em Portugal e, originariamente, juntou-se com MIBCY, depois chamada Bartira, finalmente a mesma mulher índia, batizada com o nome cristão de Isabel Dias com a qual se casou graças ao Padre Nóbrega.
Era filha do cacique TIBIRIÇA, famoso régulo indígena, posteriormente também batizado pelo padre José de Anchieta, com o nome de Martim Afonso Tibiriçá, em homenagem ao primeiro governador da Capitania de São Vicente e São Paulo. Pela segunda vez Domingos Luis Carvoeiro casou com Branca Cabral, natural da ilha de São Miguel, filha do governador Pedro Álvares Cabral e de sua mulher Suzana Moreira. Como vimos anteriormente quando falamos dos Camargo, Leonor Domingues, portuguesa, esposa do já citado Jusepe de Camargo, era filha do primeiro casamento desse Carvoeiro. Os Camargo e os Carvoeiro são matrizes de milhares e milhares de brasileiros, principalmente paulistas e mineiros.
CUBAS: do Porto vieram para São Vicente na companhia do donatário Martim Afonso de Sousa, pelos idos de 1531, quatro irmãos, um deles o cavaleiro fidalgo, BRÁS CUBAS, 14º, nosso quatorzeavô, fundou a cidade e o porto de Santos, faleceu em 1952. Certo é que inúmeros descendentes dos Cubas vieram para Minas Gerais, casados nas famílias Leite da Silva, Pais Leite, Rabelo, Leme e Pires. O ajudante Jose de Afonso Marinho, natural de Trás-os-Montes, casou em Furquim, antigo distrito de Mariana, um dos lugares mais antigos de Minas Gerais, com uma octoneta de Brás Cubas, de nome Ana Maria da Conceição.
FREITAS: Tornaram-se famosos os descendentes que já estavam em São Paulo, em 1632, quando Catarina de Freitas casou Luís Barros de Alcáçova, natural de Setúbal, na Extremadura. Deste casal descende o ilustre conjurador Dr. Cláudio Manoel da Costa, formado em Cânones pela Universidade de Coimbra, participante ativo, com Tiradentes, da Conjuração Mineira, por isto declarado infame, falecido, ou teria se suicidado em Vila Rica na prisão que hoje é a monumental Casa dos Contos.
GARCIAS VELHOS: naturais do Porto vieram para São Vicente trazendo os filhos em número de onze. Um deles, o padre Garcia Rodrigues Velho. Para nós, mineiros, é muito importante outro homônimo e descendente bisneto do tronco, casado com Maria Beatriz, filha do alemão Geraldo Betting. Este segundo Garcia Rodrigues Velho foi cidadão de grande autoridade, potentado em Arcos, com os quais se bateu ao lado dos Pires contra os Camargos. Dois filhos deste casal marcaram presença em Minas Gerais. A filha Maria Garcia Betim era esposa do Governador Fernão Dias Paes, o "caçador de Esmeraldas", figura ímpar que adentrou o território mineiro.
Mais um homônimo de seus ancestrais, outro Garcia Rodrigues Velho (o terceiro), pentaneto do tronco, casado com Margarida de Campos, conhecido como o "Velho da Taipa", foi juiz ordinário e Capitão-mor em Pitangui, onde o casal deixou dez filhos.
A filha, Maria Tereza Joaquina de Campos, casou com o português Sargento-Mor João Cordeiro, português de Sintra. Descendente deste casal, Rita Maria Cordeiro de São José, heptaneta do tronco, casou com o capitão de ordenanças João Fernandes Valadares, do lugar Valadares, em Portugal, dando origem à conceituada família Valadares, mineira, a qual pertence o Governador do Estado de Minas Gerais, que governou por 15 anos, Benedito Valadares. Outra filha, dos dez filhos do casal Velho da Taipa/Margarida Campos, de nome Ana Margarida de Campos, casou com Inácio Monteiro, natural da Bahia. Deste casal nasceu o heptaneto do tronco, Capitão Inácio de Oliveira Campos que se casou com a famosíssima matrona mineira Joaquina Bernarda da Silva de Abreu Castelo Branco Souto Maior, conhecida como Joaquina do Pompéu, que abordarei mais adiante quando trataremos dos Castelo Branco de Viseu, do distrito e bispado de mesmo nome da província de Beira Alta.
HORTAS: descendentes de Pedro d'Horta; algumas gerações depois vieram para o Brasil. Catarina de Figueiredo Horta foi casada duas vezes. Do segundo marido, Rafael de Oliveira (o Velho), veio para Minas o bisneto Cel. Maximiniano de Oliveira Leite, fidalgo da casa real, guarda-mor das Minas do Carmo (Mariana) que casou com Inácia Pires de Arruda, dos famosos Pires de São Paulo. Figuras ilustres deste casal marcaram presença em Minas Gerais. Dr. Jose Álvares Maciel, doutor em filosofia, tomou parte na Conjuração Mineira; Isabel Querobina de Oliveira Maciel casou com o Tenente Coronel Francisco de Paula Freire de Andrade, também membro conspícuo da Conjuração Mineira, condenado a degredo. Dr.Gomes Freire de Andrade, professor catedrático da Escola de Farmácia de Ouro Preto, presidente da Câmara Municipal, deputado à primeira constituinte mineira na República, foi deputado estadual, federal e senador. Mons. Jose Silvério Horta, membro do Cabido Diocesano, dos mais insignes eclesiásticos da Arquidiocese de Mariana.
LEMES: originariamente do condado de Flandres, território flamengo. MARTIN LEMS, filho de outro de igual nome, cavaleiro nobre e rico, passou a Portugal por causa do comércio, e se estabeleceu em Lisboa. Não se casou, mas teve com LEONOR RODRIGUES, mulher portuguesa e solteira, cinco filhos. O mais velho, ANTÔNIO LEME (Lems = argila, aportuguesado para Leme), auxiliou a expedição de el-rei dom Afonso V, em 1463, contra os mouros na África, na tomada de Arzila e Tânger. El-rei o legitimou e o fez fidalgo de sua casa.
Um filho, outro MARTIN LEME, com carta de recomendação do infante duque dom FERNANDO à Câmara de Funchal, passou em 1483 à ilha da Madeira, onde faleceu. Casado, deixou dois filhos. O de nome ANTÔNIO LEME viveu muito abastado em sua Quinta, chamada dos LEMES, na freguesia de Santo Antônio do Campo, junto à cidade de Funchal. Casou com CATARINA DE BARROS, de cujo consórcio, entre outros, nasceu ANTÃO LEME, o primeiro LEME a vir para o Brasil. Em 1544, foi juiz ordinário de São Vicente. Seu filho, natural da ilha da Madeira, PEDRO LEME, fidalgo da casa real, casou pela primeira vez no continente, com ISABEL DIAS, natural de Abrantes, com quem teve o filho, FERNANDO DIAS PAES. Falecendo ISABEL DIAS, voltou PEDRO LEME à Ilha da Madeira com seu único filho, FERNANDO, e aí casou pela segunda vez com LUZIA FERNANDES, de quem teve a filha LEONOR LEME. Esta passou em companhia de seu pai para São Vicente, já casada com BRAZ TEVES (Esteves, no Brasil. O filho, FERNANDO DIAS PAES, acabou casando com sua sobrinha LUCRÉCIA LEME, filha de seu cunhado BRAZ TEVES e de sua irmã LEONOR LEME. Deles nasceram descendentes muito importantes em São Paulo e na região centro-oeste brasileira. Entre outros o já citado FERNÃO DIAS PAIS, "o Caçador de Esmeraldas", que abriu os caminhos de Minas para a corrida do ouro. Seu genro, Tenente-General MANUEL DE BORBA GATO, grande descobridor das minas de ouro em território mineiro, liderou os paulistas na chamada "Guerra dos Emboabas", fundou, com seu sobrinho por afinidade, MATEUS LEME BARBOSA, o município de Mateus Leme, perto da capital mineira. PEDRO TAQUES, autor da "Nobiliarquia Paulistana", é da mesma família. Também ISABEL MARIA LEITE casada em Pitangui, em 1742, com ANTÔNIO RODRIGUES VELHO. Finalmente, VERÔNICA DIAS LEITE FERRAZ e seu esposo MIGUEL DE FARIA SODRÉ, primeiro juiz ordinário de Pitangui, nossos heptavós, são os pentavós do Dr. LUÍS GONZAGA DA SILVA LEME, autor da "Genealogia Paulistana", maior obra no gênero, publicada no Brasil.
PIRES: JOÃO PIRES, chamado o Gago, natural do Porto, primeiro juiz ordinário de Santo André da Borda do Campo em 1553, foi dos primeiros nobres povoadores que no Brasil chegaram com MARTIM AFONSO DE SOUSA. Um descendente, da segunda geração no Brasil, SALVADOR PIRES, casou duas vezes. Da segunda mulher, MESSIA FERNANDES, neta de ANTÔNIO RODRIGUES e da índia batizada pelo padre Anchieta com o nome de ANTÔNIA RODRIGUES, a qual era filha do cacique PIQUEROBY, indígena famoso, maioral de Ururaí, nasceram oito filhos, que se uniram por laços matrimoniais às mais antigas famílias mineiras e paulistas, entre outras, as dos BICUDOS, dos BUENOS DE RIBEIRA, dos RAPOSOS GÓIS, dos CUNHAS GAGOS, dos ALVARENGAS, dos JORGES VELHOS, dos LEMES, dos ARRUDAS BOTELHOS, dos HORTAS, dos TAQUES, dos CAMPOS e dos TENÓRIOS.
PRADOS: JOÃO DO PRADO é natural do Alentejo, 170km a este de Lisboa. Veio para o Brasil nos princípios da colonização, pelos anos de 1531 e casou com FILIPA VICENTE, filha de portugueses. Este português fez entradas no sertão onde preou muitos índios bravios e com eles se estabeleceu em São Paulo, onde serviu em cargos do governo, inclusive o de juiz ordinário em 1588/1592. MARIA LEITE, desta família, casou com PEDRO DIAS PAES LEME. São os pais de FERNÃO DIAS PAES, o "caçador de Esmeraldas". MARIANA DO PRADO e seu marido FERNÃO DE CAMARGO, o "TIGRE", são os pais dos Camargos que vieram para Minas Gerais e aqui se tornaram troncos de importantes e numerosas famílias mineiras.
PRETOS: ANTÔNIO PRETO, de nobreza comprovada, português, prestou no Brasil relevantes serviços nas guerras contra os gentios e corsários. Pai de seis filhos que aqui chegaram e contribuíram para povoar nossa região. O quarto filho, MANOEL PRETO, capitão, potentado em arcos, destemido explorador nos sertões dos rios Paraguai e Uruguai, no sul do país, foi fundador da capela de Nossa Senhora do O', em São Paulo, em 1618. Casou com ÁGUEDA RODRIGUES que lhe deu cinco filhos. Um neto deste casal, MANOEL DIAS RODRIGUES, quarta geração no Brasil, casou com ANA MARIA DE OLIVEIRA. De seus três filhos, o capitão MANOEL PRETO RODRIGUES, o moço, foi um dos povoadores das minas de Pitangui, em Minas Gerais, casado com FRANCISCA DE SIQUEIRA DE MORAES, foi muito importante para nossa região. Dos nove filhos que tiveram, todos se casaram em Pitangui com pessoas de influência, tais como, MIGUEL DE FARIA FIALHO, ANTÔNIO FERRAZ DE ARAÚJO, capitães JOSÉ LEME DA SILVA e JOÃO DE MORAES NAVARRO. Apenas um, INÁCIO AGOSTINHO PRETO, morou na freguesia de São Gonçalo da vila de Campanha do Rio Verde, que se tornou a cidade matriz cultural da maioria das que se situam no sul de Minas.
TAQUES POMPEUS: FRANCISCO TAQUES POMPEU, na região de Flandres, território flamengo, passou a Portugal por causa do comércio e foi morar na vila de Setúbal, na Estremadura, ao sul do Tejo, onde se casou com IGNÊS RODRIGUES, (ou Pereira, segundo o Cônego Trindade). Do matrimônio nasceu, entre outros, PEDRO TAQUES que passou ao Brasil no caráter de secretário deste estado, em companhia de FRANCISCO DE SOUSA, sétimo governador geral, em 1591. PEDRO TAQUES já casado com ANA DE PROENÇA, filha de ANTÔNIO DE PROENÇA, moço da câmara do infante dom LUÍS, tornou-se em caráter vitalício, em 1602, juiz de órfãos de São Paulo. Faleceu em 26 de outubro de 1644, deixando seis filhos. Um deles, LOURENÇO CASTANHO TAQUES, foi dos primeiros bandeirantes a explorar o território de Minas, combatendo os índios cataguases. Casou com MARIA DE LARA, dando origem a todos os Laras de Minas Gerais, principalmente da região de Bonfim, Itaguara, Passa Tempo. A Prefeita de Betim é dela descendente. Um seu bisneto é o Sargentomor PEDRO TAQUES DE ALMEIDA PAES LEME, já citado, nascido em São Paulo em 1714, aplaudido autor da "Nobiliarquia Paulistana". "Estas 12 famílias abordadas deixaram descendentes que se espalharam pelo território mineiro, a partir das "entradas" dos bandeirantes paulistas, filhos dos portugueses no último quartel do século XVII, que adentraram o território dos índios cataguases para preá-los e escravizá-los e, posteriormente, em busca do ouro e de pedras preciosas".

HERANÇAS QUE CARREGAMOS EM NOSSO SANGUE
Apresentadas tantas famílias portuguesas, pioneiras na colonização do Brasil e de Minas Gerais, podemos dar um testemunho vivo das heranças que carregamos em nosso sangue. Somos pessoalmente a síntese do caldeamento étnico dos três troncos que construíram nossa nação. Dos asiáticos, temos o sangue indígena; dos europeus, o generoso sangue português e dos africanos, o sofrido sangue da raça negra.
O cacique PEQUIROBI é nosso pentadecavô. O cacique TIBIRIÇA e o português BRAZ CUBAS, fundador de Santos, são nossos quatorzeavós. ANTÃO LEME, JOÃO RAMALHO, GARCIA VELHO, portugueses da primeira hora, relacionados nas famílias pesquisadas, são nossos trezeavós. SALVADOR PIRES, que casou com a índia MESSIAÇU, e ANTÔNIO RAPOSO são nossos dodecavós.  ALTAZAR DE MORAES ANTAS e sua esposa BRITES RODRIGUES ANES, ANTÔNIO RAPOSO e sua mulher ISABEL DE GOES são nossos undecavós.
GONÇALO NOGUEIRA, que deu origem aos Braganças do Minho e aos NOGUEIRAS do oeste mineiro, DOMINGOS LUÍS CARVOEIRO e HELENA DO PRADO, membros de duas famílias do início do povoamento, são nossos decavós. JUSEPE CAMARGO o castelhano que casou com LEONOR RODRIGUES, de sangue lusitano, o bravo capitão FERNÃO DE CAMARGO, o TIGRE, líder do partido dos Camargos e ANTÔNIO DE FARIA SODRÉ, pai do primeiro juiz ordinário de PITANGUI, MANOEL NOGUEIRA, pai de MANOEL NOGUEIRA PENIDO, tronco de numerosa família mineira, são nossos octavós. O Capitão MANOEL PRETO RODRIGUES, preador de índios no território das missões, no Paraguai, é nosso heptavô.
MANOEL DE FREITAS SOUTO, MANOEL SOARES BRAGA, BENTO PORTILHO DE MAGALHÃES portugueses que vieram diretamente para Pitangui e o bandeirante JOÃO LOPES DE CAMARGO, um dos fundadores de Vila Rica, são nossos hexavós. JOÃO NOGUEIRA DUARTE, o português de Parada de Todêa, que plantou a fazenda Serra Negra em Capela Nova de Betim, CUSTÓDIO COELHO DUARTE, o grande e culto rábula dos povos pitanguienses e ADÃO FERREIRA GUIMARÃES, dos tradicionais GUIMARÃES mineiros, são nossos tetravós. Poderíamos continuar até chegar aos nossos dias. Citemos ainda que JOÃO RODRIGUES DE CARVALHO, de Chaves, de Trás-os-Montes, matriz dos GONÇALVES CANÇADOS, e o guarda-mor ANTÔNIO DE SOUSA MOREIRA, de Vila Cova de Vez de Avis, de Penafiel, tronco dos SOUSAS
MOREIRAS, são ancestrais de nossos netos. JOÃO NOGUEIRA DUARTE, nosso pentavô, trouxe a pitada de sangue africano para as nossas veias, casando com CLARA MARIA DE ASSUMPÇÃO, descendente de escravos do recôncavo baiano, onde viveram na senzala de uma casa de Engenho em São Pedro de Moritiba.


Pesquisa e texto: Guaracy de Castro Nogueira (In Memoriam)
Apoio: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira
Revisão ortográfica: José Gomes de Miranda
Coordenação Editorial: Ana Maria Nogueira Rezende
Projeto Gráfico e Impressão: Gráfica Marimelo
Organização e adaptação dos textos para o blog: Charles Galvão de Aquino


terça-feira, julho 17, 2012

Academia Mineira de Letras





Mário Gonçalves de Mattos
Nasceu em Itaúna mg ( 1891-1966)
 “  A Academia vale como uma das instituições fundamentais de Minas , porque existirá enquanto houver na nossa gente o culto da literatura, o amor da arte e o valor do pensamento.Centro de estudo e preservação da vida cultural, aqui se apurará com o tempo a tradição mineira pelo cuidado da língua,pela nossa vocação humanista, pela poesia da terra, pela função mediadora de minas em relação á unidade da Pátria”.(Discurso  13/05/1950)


 João Dornas Filho
Nasceu em Itaúna mg ( 1902 - 1962) 
“Aqui estou para integrar-me na fortuna do vosso convívio, as mãos vazias de merecimento mas repleta a alma do desejo de ser , entre os menores, o mais diligentes dos confrades.” ( Discurso : 31/05/1952)


Oscar Dias Corrêa
Nasceu em Itaúna mg ( 1921 - 2005)


Dr. Miguel Augusto Gonçalves de Souza
Nasceu em Itaúna mg  (1926 - 2010)
"...Sou o quarto itaunense, por ordem cronológica, a chegar aos umbrais desta Casa, precedido e seguindo os ilustrados passos de João Dornas Filho, Mário Gonçalves de Mattos e Oscar Dias Corrêa, seguramente as mais altas expressões intelectuais de minha terra natal, fato de que confessadamente me ufano.”(Discurso : 22/10/1991)


A Academia Mineira de Letras tem sua sede na Rua da Bahia, 1466, Lourdes. Belo Horizonte MG

quinta-feira, julho 12, 2012

Miss Itaúna 1949

Miss Itaúna 1949


Entre os fatos que marcaram a  Rua Direita no ano de 1949 está a eleição de minha tia ALICE NOGUEIRA, como Miss Itaúna. Os fatos se deram da seguinte forma. O nosso saudoso Sebastião Nogueira Gomide, o PIU, proprietário de redator da Folha do Oeste, resolveu lançar o desafio de Itaúna eleger pela primeira vez a sua Miss. A forma de eleição era diferente da que é adotada até hoje. Não haveria desfile nem baile com jurados para a escolha da Miss Ele procurou comerciantes, empresários e profissionais liberais, pedindo que cada um lançasse um nome. Entre os procurados estava do Sr. José de Cerqueira Lima (Zezé Lima), então diretor comercial da extinta Cia. Industrial Itaunense. Zezé Lima não teve dúvidas. Lançou o nome da minha tia, à época trabalhadora da Itaunense. Como já disse, os patrocinadores mandariam  imprimir talões com a mesma quantidade  de votos que deveriam ser vendidos. A candidata que conseguisse vender mais votos seria a eleita. Ressalte-se, conforme diz o próprio PIU em artigo publicado na edição de 09 de Fevereiro de 1949, que todas as candidatas eram de altíssimo nível. Como não poderia deixar de ser, a ITAUNENSE comprou todos os da ALICE NOGUEIRA. Feita a apuração era foi eleita. Conforme você pode ver na foto que vai em anexo, era uma beleza natural, limpa, sem maquiagem. E a festa foi marcada para o dia 09 de Fevereiro de 1949. Eu era criança e me lembro perfeitamente dos fatos. No dia 9 pela manhã houve a alvorada musical feita pela Banda de Música Santa Cecília que, à época, senão me engano, era regida pelo maestro Ozéias Alves de Sousa. Como em todo acontecimento, houve a missa em ação de graças às 10 horas na Matriz de Sant'Ana. Naquela época havia a missa das 8 (para crianças), das 9 (para o senhores homens, como gostava de dizer o saudoso Pe. Netto e, às 10 a missa das senhoras e senhoritas, todas com a cabeça coberta por um véu branco ou preto, conforme o estado civil de cada uma. Por volta de 14 horas, houve um jogo de futebol entre o Esporte Clube de Itaúna e o River Plate e a Miss foi convidada a dar o chute inicial. Às 16 horas a Itaunense ofereceu uma pequena recepção para a família, diretores, chefes e colegas da eleita, tudo na casa de minha avó. E para encerrar aquele inesquecível 09 de Fevereiro de 1949, teve o Baile de Coroação da Miss e das Princesas. O baile foi realizado no primeiro andar da casa do Sr. Leão José, (hoje demolida), porque o União (cuja foto estou enviando), estava em construção. E assim foi, resumidamente, a eleição da  Miss Itaúna, minha querida e saudosa tia ALICE NOGUEIRA. Casou-se com Renato Moreira, teve 5 filhos. Deus a levou subitamente no dia 25 de outubro de 1986, aos 56 anos. Renato e os filhos estão aí, graças a Deus. Como já se passaram 62 anos, creio que poucas pessoas se lembram deste acontecimento, que teve repercusão até fora de Itaúna. Em suma, foram estes os fatos.

Um fraternal abraço. 
Juarez Franco



quarta-feira, julho 11, 2012

Moínhos de Itaúna


Antigo Moinho
Rio São João  próximo à Ponte Av. Silva Jardim






Moinhos de Itaúna
Uma das maiores curiosidades de Itaúna foi por muitos anos os moinhos que existiam junto ao rio São João, na frente do Matadouro. Era uma série de casinhas,cerca de vinte,onde se moía o milho para o fubá de angú...
O primeiro moinho construído ali , foi o de Serafim Caetano Moreira por volta do ano de 1880.
Junto desse foram sendo construídos outros e outros,dando, a impressão de uma Pitoresca Aldeia Lacustre.
Esses moinhos foram causa de muita briga e muito montim, pois se atribuía ao açude que os movia uma febre maligna no local.  Várias vezes o povo se reuniram, como em 1910 para arrombar o açude, obrigando os seus proprietários e as autoridades a pegarem em armas para defender a s suas propriedades.
Nestes últimos anos, depois que a cidade foi abastecida de força elétrica,esses moinhos foram caindo em ruínas e desaparecendo. E a grande enchente de abril de 1926, a maior que se tem na memória em Itaúna, destruiu o restante dessa pitoresca lebramça de Sant´Ana de São João Acima ...

Fonte : 
"Itaúna Contribuição para a História do Município"
 João Dornas Filho    Ano: 1936