quarta-feira, outubro 31, 2012

Bandeira Itaúna (Parte1/3)


 BANDEIRA DE ITAÚNA

A bandeira de Itaúna foi escolhida por concurso público, instituído pela Lei nº 328, de 10 de Agosto de 1956, pelo então Prefeito Municipal, Dr. Milton de Oliveira Penido.
Pela Portaria nº 659, de 08 de Setembro de 1956 foi designada a Comissão Julgadora, composta dos seguintes membros: Dr. Marcelo Dornas de Lima (engenheiro), Dr. José Drumond (médico) e Dr. Lincoln Nogueira Machado (médico). Foram apresentadas dezenas de propostas e, de conformidade com o Edital, a Comissão se reuniu no dia 10 de Setembro de 1956, na Rádio Club de Itaúna, às 19 horas. Foi vencedora a Bandeira idealizada por EPONINA MARIA DO CARMO NOGUEIRA GOMIDE SOARES.
MARIA DO CARMO, como era mais conhecida, nasceu em Itaúna no dia 23 de Agosto de 1927, filha de Péricles Rodrigues Gomide (LIQUE) e Eponina Nogueira Gomide. Era professora e funcionária da extinta Coletoria Estadual, hoje Superintendência Fazendária. Casou-se com HOLMES SOARES com que teve seis filhos: Jerusa (falecida), Holmes Jr, Huáscar, Naiúra, Helder e Hebert, chegando a falecer no dia 09 de Maio de 1979.

A bandeira é composta de 3 cores com os seguintes detalhes :
1 -  Fundo branco de cor neutra, representando todas as bandeiras dos estados brasieliros.
2 -  Uma faixa verde  homenageando a bandeira do Brasil.
3 -  Uma faixa vermelha homenageando Portugal e aqueles que vieram colonizar o Brasil.
4 - Seu hasteamento deverá ocorrer entre 8 e 18 horas. Fora deste horário, deverá ser iluminada por holofotes.
  
Texto : Juarez Franco  & Charles Aquino
Arquivo: Huáscar / Charles / Juarez


Bandeira Parte 2/3 http://itaunaemdecadas.blogspot.com.br/2012/11/alem-dos-trilhos.html


domingo, outubro 28, 2012

Estrada de Ferro Itaúna


 Ano  1909

 Inicia-se a construção do ramal da Estrada de Ferro de Minas, que ligaria Belo Horizonte a Divinópolis, sendo empreiteiro das obras o engenheiro Emílio Schnoor.
Quando o Governo Hermes da Fonseca resolveu cumprir os projetos do seu antecessor, ligando Belo Horizonte  à Oeste de Minas , os municípios de Pará e Itapecerica se esforçaram denodada e justamente por atrair o ponto de junção das linhas e , se o conseguissem, privariam Itaúna desse grande melhoramento.
O Dr. Augusto Gonçalves foi incansável no evitar essa solução, conseguindo modificar os projetos em deliberação.
Um dos traçados desse ramal, segundo estudos dos engenheiros José Francisco Cantarino e Guilherme Greenalgh (1904-1908) e que foi aceito, por instâncias do Dr. Augusto, por um decreto do Governo Federal pra base dos estudos definitivos, passaria nas seguintes localidades: Chôro (perto da antiga estação de Alberto Isaacson), Salgado, Santanense, Itaúna,Soledade, Mateus Leme, Capela Nova e Belo Horizonte.
Por este traçado a estrada percorreria o município de Pará desde o rio Paraopeba até a fazenda do Azambuja, e de Água Limpa até o Chôro, em extensão de 50 km; enquanto percorreria o município de Itaúna na distância de 42 km.
De Belo Horizonte ao Chôro, passando por Itaúna, a distância pelo traçado Cantarino – Greenalgh, seria de 134 quilômetros.
Havia outro traçado estudado       (porém não adotado)       autoria dos engenheiros Eduardo Pôrto, José de Góis Artigas e José Duarte Pinto, de Belo Horizonte ao Chôro, mas passando pela cidade do Pará, com 156 km e 155 mts...
Em 1926, quando se cogitava de uma ligação mais curta com o sul de minas, estudou-se uma linha que partisse de Itaúna e fôsse ter à  Andrelândia, também estação da Rêde Mineira de Viação.
O serviço de construção do ramal iniciou-se em 4 de abril de 1909, sendo seu empreiteiro o engenheiro Emílio Armand Henri Schnnoor.

João Dornas Filho : Efemérides Itaunenses  Págs.: 42/43

sexta-feira, outubro 26, 2012

Água Itaúna (Parte1)

1ª Etapa
Século XX
Vejamos o que nos diz nosso conterrâneo e Historiador João Dornas Filho em seu livro "Efemérides Itaunenses".
31 de Janeiro de 1918
"A Lei Municipal nº 311 desapropria por utilidade pública as nascentes da fazenda do Descoberto para o abastecimento d'água à cidade. O abastecimento d'água potável à cidade tem a sua origem numa festa do Divino, em 1884. É que, sendo festeiro ou imperador da festividade o capitão Custódio Coelho Duarte, este fez com que a água do Descoberto (depois fazenda de Alfredo Gonçalves) viesse ter ao Largo da Matriz em rêgo aberto pelos seus escravos. A água se destinava ao povo que concorresse às festas, pois até essa data não havia água na Praça da Matriz. Mais tarde, em cumprimento a uma promessa feita aos eleitores es de Santana pelo deputado geral Dr. Antônio Felício dos Santos, uma lei da Província, de 1887, concedia nove contos de réis para a canalização dessa água, que feita em madeira pelo carpinteiro Antônio Joaquim Marques, e por muitos anos serviu à população". 

Minha avó materna Avantjour Nogueira, falecida há 42 anos e aos 85 de idade, já nas décadas de 60 e 70 contou-me várias vezes que, quando se mudou para o casarão onde criou os filhos e viveu o restante de sua vida, à Avenida Getúlio Vargas (já foi assunto deste site), ainda havia restos do rêgo acima descrito por João Dornas e com um filete d'água ainda passando. Pessoalmente conheci o rego, já sem a madeira, destruída pelo tempo e seco atravessando o quintal de um lado a outro em direção ao centro da cidade. Esta água, canalizada por rego, era do Córrego do Sumidouro.


01) - Texto: Juarez Nogueira Franco
02) - Pesquisa: Efemérides Itaunenses João Dornas Filho, p.26
03) - Pesquisa: Juarez Nogueira Franco & Charles Aquino
04) - Revisão & Arquivo: Prof. Marco Elísio Chaves Coutinho

quarta-feira, outubro 24, 2012

Rena Supermecado

"Sr. Juvico"


Juventino Aeraphe Da Silva

 Supermercados RENA - O Fundador

A Família de Juventino Aeraphe da Silva tem raíz no libanês MADIG MOSLCH AERAPH, que para se naturalizar Brasileiro necessitou alterar seu nome para FRANCISCO JOSÉ DA SILVA e receberia depois o apelido de "CHICO TURCO".  Nascido na cidade libanesa de Kfar Matta, a 80 quilômetros de Beirute, no Oriente Médio, em 1878, era filho de JOSEPH MOSLEH AERAPH e SALMA MOSLEH. Sua chegada ao Brasil se deu em 1905, portanto aos 17 anos de idade. Veio em busca das riquezas do Ouro em companhia do irmão FAND MOSLEH AERAPH que optou por morar na Argentina, e do primo GUSTAVO, fixou morada no povoado de Pedras, em Itatiaiuçu, então distrito de Itaúna. Logo que chegou ao pais procurou a Comunidade Libanesa do Brasil para filiar-se como vendedor ambulante e foi em suas andanças como vendedor libanês pelos municípios, distritos e povoados em volta de Itatiaiuçu que CHICO TURCO iniciou sua vida de comerciante. Andava a pé, levando sua mala, visitando fazendas nas grotas e cafundós. Durante seu trabalho de Mascate, conheceu FRANCISCA MARRA DA SILVA, que tinha ficado viúva aos 13 anos de idade e sem filhos, na fazenda do pai desta, Gregório Esteves Gaio (tio de meu avô José Esteves Gaio). O casamento foi realizado três anos depois quando CHICO TURCO se naturalizou brasileiro e já havia se estabelecido como comerciante em Itatiaiuçu, além de plantador de café na Serra dos Vieiros, ocasião em que também comprava, vendia e trocava mercadorias por ouro. Com a mulher FRANCISCA, também apelidada de CHICA TURCA, teve 11 filhos: Juventino Aeraphe da Silva, Juversina Maria de Jesus, José Francisco da Silva (Juca Turco) , Antônio Quirino da Silva (primeiro Prefeito Municipal de Itatiaiuçu em 1963), Amim Geraldo da Silva, Farid José da Silva (Dico Turco), Afonso Carmo da Silva, Divina Conceição da Silva, Lourdes Maria da Silva, Jandila da Conceição Silva e Jalile da Conceição Silva.
JUVENTINO AERAPHE DA SILVA, o Sô JUVICO, o filho mais velho de CHICO TURCO,  nasceu em Itatiaiuçu no dia 25/ 01/1908 e faleceu em 18/01/1970. Casou-se em primeiras núpcias com MARIA DA CONCEIÇÃO DE OLIVEIRA que faleceu subitamente cerca de 11 anos depois,  deixando-o com 5 filhos pequenos: ANTÔNIO (Tote) então com 9 anos, IRACEMA,  GETÚLIA, SHERIFE e MÁRO (faleceu ainda criança). Ficou viúvo por pouco tempo, casando-se novamente com MARIA CAROLINA MORAIS DA SILVA (Dª ZINHA), com quem teve mais 9 filhos: PLÍNIO (Lili), ÁLVARO (Loro), SIGMAIR (Dil), BENIGNO NABOR, RENATO ARNALDO, APARECIDA, MÚCIO,  JUVENTINO WANDEIR (Wands) e ZILÁ. Dª ZINHA ou Dinha ZINHA como a chamavam os filhos do primeiro matrimônio assumiu a responsabilidade de criar como se fossem seus, os filhos de Juvico  que também a chamavam de MAMAE . Em Itatiaiuçu Sô JUVICO mantinha a família com a loja de tecidos e armarinho, onde seu filho NABOR desde bem pequeno com 7 anos já o ajudava muito e com quem aprendeu a contar como seu braço direito. Como grande empreendedor Sô Juvico teve a visão de crescer seu comercio e resolveu junto com Nabor a abrir uma loja em Itaúna! Então  em 28 de Junho de 1957, Nabor com 15 anos de idade, veio para Itaúna sozinho montar e tomar conta da loja em sociedade com seu pai,  a loja São Sebastião de Itatiaiuçu foi montada na Rua Antonio Corradi esquina com a Av Jove Soares onde criaram o que é hoje o maior ponto Comercial de Itaúna. O Sr. JUVICO veio com a família 6 meses depois que o novo negocio estava ja estabilizado. A loja sortida com artigos variados como sapatos, aviamentos, bijuterias, artigos de perfumaria, logo fez sucesso na cidade.  Muito comunicativo Sô JUVICO ficou muito conhecido por toda vizinhança e aos poucos foi cativando seus fregueses, sempre muito simpático com todos. Todos os meses Sr. JUVICO e seu filho NABOR pegavam suas "malas" e iam para Belo Horizonte fazer compras. Bons comerciantes e grande visão de futuro, foram percebendo a necessidade dos clientes e resolveram ampliar o negócio, instalando bancas onde vendiam frutas, doces e bolinhos feitos por Dª ZINHA, a matriarca da família. Logo foram aparecendo novos fregueses e o Sr. JUVICO, que dividia com NABOR a administração dos negócios, viu-se obrigado a diminuir a loja de armarinhos e acrescentar a venda produtos alimentícios. Nascia assim a "VENDA DO JUVICO". O negócio foi prosperando. Em 1967, onde hoje está Loja Matriz, à Rua Antônio de Matos, estava o casarão do Sr. Juquita Antunes (pai do Dr. Délio e onde ele e os irmãos nasceram. Conheço bem tal fato porque defronte, onde está hoje a Padaria do Zé Brotinho e o escritório da Cemig, existia o casarão e a oficina de meu avô ZECA FRANCO, onde passei parte de minha infância). Em 16/08/67 alugaram dois cômodos e transformaram as 2 janelas em portas, inaugurando a primeira filial. Nesta época Nabor passou a contar com a ajuda do irmão RENATO para tomar conta da filial e posteriormente se tornar sócio do negocio.  Em 1970 faleceu o Sr. JUVICO, deixando para seus filhos a missão de continuar os negócios. Em 1972 NABOR montou o primeiro armazém da cidade, na praça Dr. Augusto Gonçalves, com o nome de "Pegue e Pague" ou seja, a filosofia do auto-serviço, usando prateleiras onde os próprios fregueses escolhiam as mercadorias e pagavam na saída. Estava inaugurado um modelo que era novidade pelo mundo , o modelo do Supermercado, na época tambem chamado de Armazém. Neste ínterim o Sr. Juquita Antunes vendeu seu casarão e os agora socios RENATO e NABOR transferiram a filial para a Lagoinha, onde hoje está a sorveteria Kalafrio. Em 1973,  onde existia o casarão, estava pronto o atual prédio e surgiu aí a oportunidade de comprar um ponto na Rua Antônio de Matos. NABOR e RENATO uniram todas as suas forças e se desfizeram de suas duas lojas para montar o primeiro RENA em  1974. RENA leva as iniciais seus sócios RE de Renato e NA de Nabor e ainda o slogan: Real Economia Na Alimentação.

FRUTOS DO TRABALHO e da vida do grande visionário
"JUVENTINO AERAPHE DA SILVA", o eterno SÔ Juvico! 

Texto: Juarez Nogueira Franco

Fontes de Consulta:

-   Guaracy de Castro Nogueira
-   Nágela Chaves Silva Maromba  -  (neta)
-   Valdete Silva Nogueira e Franco - (neta)
-  postagem: Charles Aquino